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Justiça

Suspeito de envolvimento em morte durante “salve” é mantido preso

preso por crime prescrito
Foto de Natália Araújo
Natália Araújo

A Justiça negou o novo pedido de habeas corpus criminal para Bruno Roberto da Silva Martins. Essa foi a terceira tentativa de colocar o suspeito em liberdade. O rapaz teria participação na morte de Felippe Fernandes Rodrigues da Silva, ocorrida em setembro de 2021, na Capital. A ordem da execução teria sido dada pelo Comando Vermelho por conta de uma suspeita de estupro.

A decisão que negou a liberdade a Bruno foi proferida na 12 Vara Criminal de Cuiabá e divulgada no Diário de Justiça desta sexta-feira (4). O texto frisou a importância de manter  Bruno custodiado para “garantir a ordem pública, diante da gravidade concreta do crime, em tese, praticado por ele, do seu histórico criminal, bem como para evitar a sua reiteração criminosa”.

A Justiça pontuou que é insuficiente a aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão, isso porque Bruno, em parceria com Jorge Fernando Rodrigues de Lima, cometeu o crime mesmo fazendo uso de tornozeleira eletrônica. Inclusive, foi por meio do monitoramento do aparelho que a Polícia Civil chegou até os suspeitos que foram presos em flagrante.

O crime

Felippe foi morto em um “salve” ordenado pelo Comando Vermelho, por conta de uma suspeita de estupro (Foto: Rede social)

Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado (MPE), em 16 de setembro, Felippe foi espancando por mais de uma hora. Por volta da meia noite, nas imediações da estrada do Cinturão Verde, Bruno Roberto e Jorge Fernando, junto com outros envolvidos ainda não identificados, realizaram disparos contra o jovem. O rapaz não resistiu e morreu no local.

A denúncia pontua ainda que a vítima e outro rapaz, G.O.A., foram presos em flagrante por terem suspostamente estuprado a adolescente R. Porém, durante a audiência de custódia, os dois foram soltos, mas sob monitoramento eletrônico.

A liberação deixou a jovem insatisfeita, então, ela “procurou os integrantes da organização criminosa denominada comando vermelho e solicitou aos criminosos providências com relação aos autores do crime contra a liberdade sexual”, diz trecho da denúncia.

O MPE destaca ainda que, horas antes de desaparecer e ser morto, Felippe esteve na polícia e registrou um boletim de ocorrência, afirmando que G. havia lhe dito que o Comando Vermelho pretendia assassiná-lo, por conta da denúncia feita pela adolescente.

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