Dos R$ 73 milhões previstos pelo governo de Mato Grosso para investimentos no combate ao desmatamento e incêndios florestais ao longo de 2021, cerca de 58% – o equivalente a R$ 43,3 milhões – serão investidos no enfrentamento às chamas durante a estiagem.
A porcentagem parece alta, mas não é, já que dela já foram subtraídos R$ 21 milhões para a compra de um helicóptero, em abril.
A aeronave, segundo o governo, será utilizada nas atividades de fiscalização do setor de Meio Ambiente e no combate a crimes ambientais. E como está disponível, também será usada no combate aos incêndios, ou seja, acabou sendo incluída na cota de prevenção e combate às chamas.
Dessa forma, sobraram R$ 22 milhões para custear todos os demais itens necessários para o combate aos incêndios durante a seca. Todos eles estão descritos no Plano Estadual de Combate ao Desmatamento e Incêndios Florestais de Mato Grosso.

Para onde vai o dinheiro que sobrou?
- Palestra e campanhas educativas: R$ 57.500,00
- Queimas controladas em Unidades de Conservação Estadual: R$ 22.750,00
- Realização de aceiros: R$ 53.000,00
- Estruturação das salas de situação descentralizadas: R$ 10.500,00
- Capacitação de público externo – comunidades: R$ 17.000,00
- Contratação de brigadistas civis (Corpo de Bombeiros): R$ 2.836.500,00
- Contratação de brigadistas civis (Prevfogo e Ibama): R$ 2.836.500,00
- Aperfeiçoamento do pessoal do Corpo de Bombeiros: R$ 458.000,00
- Estruturar brigadas municipais mostras: R$3.101.340,00
- Estruturar a aviação do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil: R$ 4.985.500,00
- Sistematizar a operação ABAFA nos três biomas: R$ 71.000,00
- Planejar, coordenar e executar operações de fiscalização e perícia a incêndios florestais e queimadas ilegais: R$ 228.750,00
- Locação de caminhonetes: R$ 1.920.000,00
- Adquirir conjunto de proteção individual (roupa) para equipar os combatentes: R$ 1.918.000,00
- Caminhões-pipa estruturados para o combate a incêndios florestais: R$ 2.700.000,00
- Drones para serem utilizados em ações de resposta e fiscalização: R$ 632.000,00
- Adquirir Posto de Comando Móvel do tipo reboque: R$ 300.000,00
- Reboque para o transporte de logística avançada (Almoxarifado Móvel): R$ 240.000,00
Total dos investimentos: R$ 22.388.340,00
Esclarecendo os números
Em uma entrevista publicada no domingo (23), no site do governo do Estado e reproduzida pelo LIVRE, a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, descreveu o que seriam os investimentos em andamento para o combate aos incêndios florestais.
Na ocasião, ela falou sobre o baixo índice pluviométrico, o que amplia a preocupação do Estado, além de apontar a aplicação de R$ 73 milhões.

“Entre as principais ações, investimentos maiores, na ordem de R$ 73 milhões, para aquisição de helicóptero, capacitação de profissionais, contratação de brigadistas e uso da tecnologia para suporte da linha de frente de combate ao fogo”, diz trecho da matéria.
Contudo, o valor que parece vultoso não é apenas para as queimadas e, sim, para uma série de ações da Secretaria de Meio Ambiente durante todo o ano.
Vale lembrar que no ano passado, os incêndios florestais causaram uma verdadeira tragédia, que resultou na destruição de 40% do Pantanal Mato-grossense.
Naquela ocasião, tanto o governo federal, como o estadual foram duramente criticados pelos moradores das regiões. Na maior parte dos casos, o combate teve a participação de integrantes das próprias comunidades, pessoas sem nenhum treinamento.
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Como está distribuído o restante do dinheiro
- Gestão – planejamento e organização de ações diversas de combate ao desmatamento, piracema e incêndios florestais : R$ 100.000,00
- Monitoramento – levantamento de informações sistematizadas – : R$ 5.900.000,00
- Responsabilização – garantir o processo da aplicação ao recebimentos das multas: R$ 1.800.000,00
- Fiscalização: R$ 7.270.000,00
- Proteção à fauna: R$ 11.375.000,00
- Comunicação: R$ 3.500.000,00
Total: R$ 29.945.000,00




