Quando será a retomada do turismo? Quase metade dos brasileiros já têm planos de viagem

Pesquisa revelou que essas pessoas querem tirar esse plano do papel nos próximos 12 meses, independentemente da situação da pandemia

(Foto: Alexandr Podvalny / Pexels)

Viajar. Esse o principal objetivo do brasileiro para os próximos 12 meses. Foi o que revelou um novo estudo da Hibou – empresa de monitoramento de mercado e consumo. Pelo menos 47% da população pretende colocar esse plano em prática, mesmo se as medidas de isolamento forem mantidas e a vacinação não tiver avançado tanto quanto se espera.

Uma notícia boa para as poucas empresas do turismo que conseguiram atravessar a crise, avalia Ligia Mello, sócia da Hibou. Na avaliação dela, é questão de (pouco) tempo para que haja um novo “boom” no setor.

“O turismo em si sempre ocupou espaço de destaque entre os principais objetivos da lista de desejos, mais forte que comprar um carro ou uma casa, por exemplo. Com isso em mente, a previsão é que, assim que puder sair de casa com segurança, o brasileiro vai se endividar, curtir tudo o que ficou reprimido nesse um ano e meio em quarentena”, ela afirma.

Destinos internos

A pesquisa aponta também que o brasileiro deve passar a conhecer mais o Brasil. Pouco mais de 55% dos entrevistados respondeu ter interesse em conhecer outros Estados e quase 23% quer fazer viagens para destinos turísticos ainda mais próximos, dentro do próprio Estado em que reside.

Na avaliação de Ligia Mello, há duas explicações possíveis: a pandemia pode ter criado um sentimento de empatia entre os brasileiros, que viram como a crise sanitária atingiu a economia do país; e o fato de que viagens internas são mais curtas, podem ser mais baratas e representar menos riscos.

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“O idioma também tem um papel importante aqui, já que, caso aconteça algum problema de saúde ou imprevisto de viagem mesmo, fica muito mais fácil pedir ajuda no idioma nativo”.

Contaminação e dificuldade financeira

Entre os pesquisados, a principal preocupação em realizar o desejo de viajar é, claro, se contaminar com a covid-19. Cerca de 53% das pessoas responderam isso. Outros 35% têm medo de estar contribuindo para o surgindo de uma nova onda da pandemia no país.

Mas para 33% o problema está no orçamento. Essas pessoas temem que a viagem comprometa a situação financeira da família.

A conta no fim da viagem é a segunda principal preocupação na hora do planejamento das férias. Ela impacta os planos de 46% dos entrevistados. E 37% disseram que para tirar esse sonho do papel é importante ter acesso a pacotes promocionais.

Turista precisa de pontos turísticos

O primeiro item que o brasileiro pensa na hora de se programar para viajar é a estação do ano, um fator observado por 55% dos que responderam a pesquisa. E 43% fazem questão de ter um roteiro bem estruturado.

Logo, o fato de muitos pontos turísticos ainda estarem fechados é o item que fez 24% dos entrevistados ainda não ter iniciado a viagem que tanto esperam.

“A companhia também é muito importante, família e companheiros, sejam casados ou namorados, juntos, correspondem por 73,4% das preferências do brasileiro para uma viagem. A pesquisa mostrou também que a população prefere planejar com antecedência essas viagens, sendo 24,8% com um ano antes e 36,3% entre 3 e 6 meses”, completa, Ligia.

A Hibou ouviu 2.258 brasileiros via plataformas digitais. A pesquisa engloba todo o Brasil, níveis de renda ABC e público com mais de 18 anos de idade.

(Com Assessoria)

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