Professora que atropelou jovens na porta de boate em Cuiabá será ouvida em julho

Audiências de instrução começaram nesta terça-feira (31) e policiais ouvidos reafirmaram ter visto sinais de embriaguez na motorista

A professora universitária Rafaela Screnci Ribeiro, acusada de atropelar três jovens na porta de uma boate, em Cuiabá, será ouvida pela Justiça no dia 4 de julho, segundo dia de audiência de instrução do caso.

A data foi comunicada pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, durante a primeira audiência de instrução, realizada nesta terça-feira (31).

O magistrado decidirá também pela dispensa ou oitiva de Hya Girotto, a única sobrevivente do triplo atropelamento. A jovem pediu dispensa alegando problemas psicológicos.

A instrução processual do caso teve início 3 anos depois que o acidente. O atropelamento foi em 23 de dezembro de 2018. As vítimas foram identificadas como Hya Giroto Santos, Ramon Alcides Viveiros e Myllena de Lacerda Inocêncio, que morreu no local. Ramon foi socorrido e ficou internado por cinco dias, mas não resistiu.

Sinais de embriaguez

Rafaela foi presa no dia do acidente e, à época, a Polícia Militar afirmou que a mulher apresentava sinais de embriaguez.

A informação foi reiterada pelos policiais militares que estiveram no local do acidente para dar suporte às equipes socorristas e também pela guarnição que efetuou a prisão.

O policial militar Ednei Gustavo de Souza disse que assim que chegou ao local avistou as vítimas caídas na rua e foi informado que a pessoa responsável pelo atropelamento estava ali próximo.

“Ela estava de cabeça baixa, não olhou para ninguém, ficou em silêncio o tempo todo”, disse.

Lyndolfo Tiago Oliveira Leite, outro militar, estava na equipe que efetuou a prisão de Rafaela e contou que, quando os policiais se aproximaram, a mulher estava sentada no meio fio, próximo ao local do acidente.

“Precisou de ajuda para se levantar e entrar na viatura, tinha um cheiro forte de álcool, fala arrastada e ainda defecou na viatura”, contou. “Ela não demonstrou nenhuma reação”, afirmou o militar sobre Rafaela, com relação ao atropelamento.

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