Pantanal resiste a queimadas com ajuda de brigadistas voluntários

Eles não ganham nada, além da satisfação de saber que podem salvar um dos mais importantes biomas do país

Equipe em combate ao incêndio no Pantanal (Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

Todos os dias, às 7h da manhã o trabalho começa. Eles não recebem nada para isso, mas estão lá para tentar salvar o Pantanal mato-grossense do fogo. São os cerca de 200 brigadistas voluntários que garantem que algo pior não ocorra.

A reunião acontece no espaço do café da manhã. No centro da discussão, a tela de uma televisão com as imagens de satélite que indicam as áreas com focos de queimadas. É a hora de planejar as ações do dia.

Nos últimos 40 dias de incêndios florestais já foram 560 mil hectares de vegetação nativa destruídos. 

Os brigadistas são guias de turismo e membros de organizações não governamentais, como o Instituto Homem Pantaneiro, Pantheras, Aecopan (Associação Civil de Ecoturismo do Pantanal Norte) e também funcionários das pousadas da região.

Ao lado deles, lutam mais 110 agentes públicos.

Foto: Reprodução

A alimentação e hospedagem fica por conta de donos de pousadas como Ailton Lara, do Jaguard Camp.

O combustível necessário à locomoção e até os equipamentos de proteção individual, na maior parte das vezes, ficam por conta dos próprios voluntários.

Eles enfrentam temperaturas altas – além do fogo, o clima não ajuda – e só sabem a hora que o trabalho começa. A conclusão do dia depende do comportamento do fogo. E alguns ainda têm que passar a noite vigiando, para o caso de chamas voltarem.

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Descansam pouco, se revezam em equipes para garantir um trabalho diuturno e contam com a tranquilidade de ter ajudado a manter a vida em um dos biomas mais importantes do país.

No dia seguinte, nova reunião pela manhã para planejar as ações. Definidas, é hora de  partir para a luta. Mais um dia.

(Justina Fiori, especial para O LIVRE)

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