Incêndios no Pantanal: fogo se concentra em áreas de difícil acesso

Não há previsões positivas. A chuva só é esperada a partir de novembro

(Foto: André Souza/O Livre)

Passados 54 dias do início das operações que visam combater os incêndios florestais no Pantanal, os esforços do governo de Mato Grosso estão concentrados na região Sul do bioma. Uma área de difícil acesso, onde as equipes só conseguem chegar se forem levadas por aeronaves e onde estão importantes reservas ecológicas, como o Parque Estadual Encontro das Águas, local com a maior concentração de onças-pintadas do mundo.

Os dados são do satélite AQUA-M-T, provido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e foram apresentados na última reunião do Centro Integrado Multiagências (Ciman-MT), nesta terça-feira (29).

Foi a terceira reunião ordinária, cujo objetivo é apresentar um panorama da situação de combate aos incêndios florestais no Pantanal.

Além do Parque Estadual Encontro das Águas, ainda estão sob ameaça do fogo a Serra das Araras, Serra de Santa Bárbara, Parque Nacional do Pantanal, Estação Ecológica Taiamã e Meandros do Araguaia.

“Hoje as equipes estão mais voltadas para à região Sul, onde o fogo evoluiu nos últimos 10 dias em área de acesso mais restrito. Nos outros biomas e demais regiões do Estado os trabalhos seguem com menor intensidade”, explicou o coordenador adjunto do Ciman, tenente coronel Gledson Bezerra.

Segundo o coordenador ainda não há previsão para que o trabalho termine no Pantanal, pois a expectativa para a formação de chuvas é somente para o mês de novembro.

(Foto: Tchélo Figueiredo – SECOM/MT)

Cerca de 20 dos 43 militares enviados pela Força Nacional estão atuando na área protegida da Estância Dorochê. Há ainda um grupo designado para auxiliar no combate aos focos no Pantanal entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O trabalho em conjunto envolve o combate direto ao fogo, monitoramento, perícia e resgate de animais silvestres. O Sesc Pantanal é um dos parceiros nesta atuação e vem auxiliando no suporte das equipes, além de prestar auxílio para pesquisas que envolvem o número de espécies de anfíbios, répteis, aves e mamíferos afetados.

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Umas das preocupações com avanço em áreas extensas do Pantanal é a gente documentar essa ocorrência e compreender esta dinâmica dos incêndios – seus impactos na fauna, na flora, nas populações pantaneiras e paisagem como um todo. Há mais de 20 anos o Sesc vem desenvolvendo pesquisas e iniciamos no mês passado o levantamento sobre os impactos do fogo, em parceria com várias instituições de ensino e pesquisa”, destacou Cristina Cuiabália, gerente de pesquisas do Sesc.

Poconé é um dos principais municípios monitorados e onde há equipes distribuídas para conter os focos de calor em áreas de preservação e conservação do Pantanal.

Mas o governo de Mato Grosso também acompanha, atualmente, 1.905 mil focos existentes nos municípios de Cáceres, Colniza, Cocalinho, Barão de Melgaço, Aripuanã, Cotriguaçu, Santa Terezinha e Peixoto de Azevedo.

(Com Assessoria)

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