Incêndios florestais: governo de MT decreta estado de calamidade

Hoje, 2,5 mil profissionais, entre agentes de segurança e voluntários, atuam contra o fogo. Governo já investiu R$ 22 milhões

(Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

O governo de Mato Grosso vai decretar, ainda nesta segunda-feira (14), estado de calamidade por conta dos incêndios florestais. Na prática, a medida permite dobrar a estrutura para a prevenção, combate e autuação dos bombeiros e brigadistas, especialmente na região pantaneira.

O anúncio foi feito pelo governador Mauro Mendes (DEM), após reunião com os secretários Alexandre Bustamente (Segurança Pública), Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente) e com os comandantes do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges, e da Defesa Civil, coronel Cesar Viana Brum.

Hoje, cerca de 2,5 mil profissionais estão envolvidos no combate ao fogo em diversas regiões do Estado. São agentes das forças de Segurança Pública, Defesa Civil, Exército e até voluntários.

Mais de R$ 22 milhões, de recursos próprios do governo, já foram investidos para o combate às queimadas neste ano.

“Temos seis aeronaves ajudando nesse combate, três helicópteros e 40 equipes em todo o Estado. Vamos baixar um decreto de calamidade que vai nos permitir contratar em regime de urgência, o que vai possibilitar dobrar essa estrutura“, explicou o governador.

Entre as medidas anunciadas por Mendes está a ampliação da estrutura que hoje recebe e protege os animais afetados pelo fogo.

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(Foto: Jeferson Prado)

Punição aos culpados

Só de janeiro a agosto, já foram aplicados R$ 107,3 milhões em multas pelo uso irregular do fogo e R$ 805 milhões por desmatamento ilegal em Mato Grosso.

O governo tem usado um sistema de monitoramento via satélite, que detecta os focos de calor quase que em tempo real. Com esses dados, já foi possível realizar perícia em várias regiões, inclusive o Pantanal.

Os dados coletados já comprovaram, por exemplo, que os incêndios ocorridos em 40 mil hectares de uma reserva particular, em Barão de Melgaço (Sesc Pantanal) – Fazenda Espírito Santo, Rodovia Transpantaneira, e Fazenda São José – foram provocados por ação humana.

Os casos já estão sob investigação da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) para punir os responsáveis.

(Com Assessoria)

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