18 de abril de 2026 12:28
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Garimpeiros protestam, bloqueiam ruas e tensão aumenta em Aripuanã

Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

Um grupo de garimpeiros que atuava na Serra de Santo Expedito, cerca de 13 quilômetros de Aripuanã (1,2 mil km de Cuiabá) bloqueou uma rua da cidade após a deflagração da Operação Trype, que visa desocupar a área onde vem sendo feita extração ilegal de ouro.

O protesto ocorreu em frente à sede da Mineradora Nexa, que seria responsável pelo local onde o garimpo foi instalado.

Duas caminhonetes foram arrastadas para o meio da rua, com o objetivo de bloquear a passagem. Ao longo desta terça-feira (8), outras manifestações também foram registradas pela cidade.

Em carreata, os garimpeiros pediam o fim da operação.

A Trype foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), em conjunto com forças policiais estaduais, na manhã de segunda-feira (7).

Nesta terça, a Secretaria de Estado de Segurança Pública confirmou que a ação resultou uma morte, no fim da tarde de ontem. A informação é a de que um garimpeiro teria trocado tiros com o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

De acordo com o delegado da Polícia Federal Carlos Henrique Cotta D’Angelo, a operação visa cumprir ordem judicial que determinou o fim da atividade de garimpo ilegal na área.

Alguns garimpeiros, que seriam “responsáveis pelo local”, chegaram a ser presos. Outros receberam a ordem de deixar a área.

“Cerca de 500 garimpeiros que lá estavam saíram de forma ordeira, bastante tranquila. Cada um levou seus pertences, motocicletas, veículos de passeio. Alguns tentaram argumentar para levar maquinário pesado, justamente o que é utilizado na extração do ouro, mas isso não foi possível. A decisão judicial é justamente no sentido da destruição desse material e da implosão das cavas criadas ali”, explicou.

Garimpo ilegal

Conforme o assessor de Assuntos Estratégicos da Prefeitura de Aripuanã, Bartolomeu Casteliano, ninguém sabe como começou o garimpo.

Segundo ele, a notícia simplesmente se espalhou e, em poucos meses, mais de duas mil pessoas invadiram a cidade em busca de enriquecer com o ouro.

“Grande parte era pais de família que queriam uma oportunidade”, comentou ao LIVRE.

A situação, todavia, criou um problema social na cidade. Agora, tanto o poder público, como a sociedade civil, organizaram-se para pagar passagem para as pessoas que foram para o município, mas não conseguiram achar nada.

Outro problema criado pela corrido pelo ouro foi a sobrecarga dos serviços de saúde e segurança.

Confira um dos vídeos do protesto:

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