Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) disse que deve conversar com sua base de apoio na Câmara dos Vereadores para acordar uma posição do grupo sobre o caso de assassinato envolvendo o vereador Marcos Paccola (Republicanos).
Tanto o prefeito quanto o vice-prefeito, José Roberto Stopa (PV), disseram ver como “crime” o caso da morte do agente do socioeducativo Alexandre Miyagawa, 41, na sexta-feira (1º).
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“A Justiça vai fazer seu trabalho. Cabe à Câmara dar uma resposta política. A Câmara tem que dar uma resposta para a sociedade. A única coisa que não pode neste momento são os vereadores se omitirem; eles têm que tomar uma atitude e dar uma resposta imediata”, afirmou.
Alexandre Miyagawa foi morto durante uma suposta confusão com sua namorada, Janaína de Sá, no centro de Cuiabá. Um vídeo divulgado nessa segunda-feira (4) mostra o momento em que teria ocorrido a briga entre o casal e, também, quando o vereador se aproxima pelas costas e atira contra o agente.
A Comissão de Ética e Decoro da Câmara dos Vereadores decidiu ontem pela manhã, em reunião conjunta com o colégio de líderes, aguardar o andamento da investigação policial para tomar uma posição sobre o fato.
Mais tarde, a vereadora Edna Sampaio (PT) protocolou na Comissão um pedido de cassação do vereador. A ação será analisada e, se aprovada no grupo, passará para votação em plenário.
O presidente da Comissão, vereador Lilo Pinheiro (PDT), defendeu um afastamento por iniciativa própria de Paccola.




