Ciro Gomes sobre aliança com Mauro: se duvidar, já votou em mim

Já Mauro Mendes, ao final de seu discurso, chegou a bradar: "vamos eleger Ciro presidente"

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Durante visita a Cuiabá, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, brincou sobre a aliança regional do partido com o DEM, de Mauro Mendes, que disputa o governo de Mato Grosso tendo Otaviano Pivetta (PDT) como vice. Isso porque, nacionalmente, os democratas apoiam o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB).

“Escaparam para nós duas alianças com o DEM, que estou feliz com elas, sendo uma em Goiás e a outra Mato Grosso. Até porque são duas pessoas que eu respeito, quero bem, conheço de longa data e, se duvidar, já votaram em mim”, declarou em ato político realizado no Comitê Central da campanha na última sexta-feira (24).

Ciro Gomes ressaltou que as eleições não são apenas para presidente da República, mas também para eleger 27 governadores, dois terços do Senado, toda a Câmara Federal e mais as Assembleia Legislativas. “Nunca houve, na história do país, que é federativo e multipartidário até na conta do abuso, quem conseguisse organizar uma coligação que fosse exatinha replicada em todo canto”.

No início da semana, Mauro Mendes havia anunciado que não poderia estar presente no evento em virtude de agenda pré-marcada na região Oeste, que posteriormente decidiu interromper. “Eu tinha uma agenda marcada há dez dias, mas desmarquei, fiz questão de interromper e vir lhe desejar boas vindas”.

Ao final de seu discurso, o democrata chegou a bradar: “vamos eleger Ciro presidente”. Após o ato, por sua vez, disse que será respeitoso com todos os presidenciáveis de seu arco de aliança, que conta ainda com Henrique Meirelles (MDB). “Farei aquilo que está dentro da minha consciência e do meu coração, mas meu voto em outubro será secreto”.

Ainda na fase de pré-campanha, o PDT chegou a cogitar baixar uma resolução proibindo a coligação do partido com o DEM e o PSDB nos estados. À época, por sua vez, o ex-ministro do trabalho e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, já havia anunciado que, caso a determinação se concretizasse, Mato Grosso ficaria de fora.

 

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