Chefe de gabinete foi acusado em CPI de mudar licitação para favorecer Norge Pharma

Naco identificou indícios de participação de Antônio Monreal Neto em supostos crimes na Secretaria de Saúde

Chefe de gabinete do prefeito Emanuel Pinheiro, Antônio Monreal Neto foi preso na manhã desta terça-feira (19) pela Polícia Civil. Ele é um dos alvos da Operação Capistrum, que investiga crimes na Secretaria de Saúde de Cuiabá. 

Além da prisão temporária, os investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do servidor. O Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) identificou a participação dele em supostos crimes de improbidade administrativa. 

O processo referente à prisão está em segredo de Justiça, porém, vale lembrar que, em agosto, Monreal Neto figurou um caso polêmico na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos, instalada na Câmara de Cuiabá.

Naquela ocasião, ele foi apontado como responsável por mudar o modelo de licitação para a contratação da empresa que administrava a central de distribuição de medicamento do Município.

A alteração teria ocorrido sem nenhum critério e favorecido a Norge Pharma, que  é investigada pela má gestão da unidade. De acordo com a CPI, a atuação da empresa teria resultado na perda de vários produtos que acabaram vencidos antes de chegar à população.

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Outros encaminhamentos da operação

A Operação Capistrum também resultou no afastamento, por ordem judicial, do prefeito Emanuel Pinheiro, e ações de sequestro de bens contra ele e a primeira-dama, Márcia Pinheiro. 

O cumprimento dos mandados foi autorizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a pedido do Ministério Público. Emanuel Pinheiro é acusado de improbidade administrativa. 

A investigação corre em segredo de Justiça. 

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