Cidades

Caso Scheifer: acusado caiu em prantos ao saber de morte, diz testemunha

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Camilla Zeni

Segunda testemunha a ser ouvida sobre a morte do 2º tenente PM Carlos Henrique Paschiotto Scheifer, oficial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) morto em operação em maio de 2017, o sargento PM Antônio João Ribeiro afirmou que um dos militares denunciados pelo caso teria “caído em prantos” ao saber da morte do tenente, já em um hospital de Matupá (690 km de Cuiabá).

O depoimento do sargento foi dado ao juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar, na presença da viúva, familiares e outros militares, amigos do tenente do Bope.

Pela morte do tenente, são acusados o soldado Werney Cavalcante Jovino, o cabo Lucélio Gomes Jacinto e o sargento Joailton Lopes de Amorim. Eles foram presos no dia 15 de março.

Prevista para ter início às 13h30, a audiência começou pouco depois das 14h, desta quarta-feira (3). Ao todo, cinco testemunhas devem ser ouvidas nesta primeira etapa.

Em seu depoimento, o sargento Antônio João Ribeiro informou que estava de férias quando foi chamado para atuar na operação. Até aquele momento, a operação, de repressão a um assalto a banco, já durava dois dias e envolvia equipes de Peixoto de Azevedo, Matupá e Guarantã do Norte. No entanto, quando ele teve contato com a equipe, já recebeu a informação de que o tenente Scheifer havia sido baleado.

Ao Conselho de Sentença, que faz o julgamento do caso, o sargento relatou que a viatura que levava o tenente baleado passou por ele, e, por isso, ele e outro oficial, em outra viatura, seguiram até o hospital de Matupá.

O militar relatou que ficou encarregado de conversar com a equipe do Bope para saber o que tinha acontecido durante a operação. No entanto, teria ouvido de um dos envolvidos para “esperar”, porque os três estavam reunidos. Eles estariam apresentando nervosismo naquele momento.

Ainda conforme o sargento, ele recebeu a confirmação da morte de Scheifer quando ouviu, no hospital, que a equipe médica”tentou tudo o que podia”. De acordo com seu depoimento, ao saber da morte do oficial, um dos acusados teria caído em prantos. Ele não soube indicar qual dos militares seria.

Denúncia

No dia 11 de janeiro, o MPE formalizou denúncia contra os militares que teriam armado a situação para camuflar o homicídio contra o tenente do Bope.

Segundo consta da denúncia, Scheifer foi atingido por um disparo frontal que o atingiu no abdômen, efetuado por um colega de farda, em um local que havia sido, no dia anterior, palco de confronto entre policiais e suspeitos de roubo.

Conforme o MPE, Scheifer teve um desentendimento com a equipe na hora de registrar o boletim de ocorrência sobre a morte de um dos suspeitos do roubo, identificado por Marconi Souza Santos. Isso porque ele teria sido morto com um tiro de fuzil, disparado pelo cabo PM Lucélio, quando tentava fugir de uma casa em Matupá.

A informação, colhida durante as investigações, é de que o cabo queria falsificar os fatos que aconteceram naquele dia.

Nesta semana, o LIVRE publicou uma matéria especial relatando o caso. Confira clicando aqui.

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