Caso Isadora: criança não é devolvida e paradeiro continua desconhecido

Mãe esperava reencontrar a filha nesse domingo (8). Os avós paternos estariam trazendo a menina para Cuiabá, mas não cumpriram a decisão judicial

(Foto: Ulysses Brasil / O LIVRE)

O alívio durou poucas horas e, logo depois, o desespero tomou conta de Marina Pedroso, mãe de Isadora Praeiro Pedroso Adervino, 8 anos, novamente. Isso porque o reencontro da enfermeira com a filha na noite desse domingo (8) não aconteceu.

Após ficar 112 dias sem qualquer notícias sobre o paradeiro da criança, Marina foi comunicada que a menina foi encontrada em Coxim, em Mato Grosso do Sul. Isadora estaria vindo para Cuiabá, acompanhada dos avós paternos, quando foi localizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A notícia encheu de alegria o coração da mãe, que iniciou uma campanha na mídia e via redes sociais para conseguir reaver a filha. Isadora estava com o pai, o advogado João Vitor Almeida Praeiro Alves, em Bauru, no interior de São Paulo, desde o mês de julho.

Seriam cinco dias de férias, mas o advogado pediu para passar o dia dos Pais na companhia da filha. Porém, após a data comemorativa, em agosto, João Vitor não devolveu a criança para a mãe, mesmo com dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

“Vamos para a casa dos meus pais um pouquinho, lá estão meus amigos, os amiguinhos dela, umas primas minhas que vieram também”, planejava Marina. “A partir de amanhã vamos retomar a vida”, anunciou a enfermeira.

Desencontro de informações

O comunicado sobre a localização de Isadora foi feito à Marina pela advogada dela, Ana Lúcia Ricarte. Conforme as informações preliminares, a menina e avós seguiam para Cuiabá quando foram localizados.

Air Praeiro, avô paterno de Isadora, conseguiu no final de outubro uma decisão liminar concedendo a guarda de Isadora para ele.

O nome de Isadora constava no Cadastro Nacional de Crianças Desaparecidas devido ao descumprimento das ordens judiciais por parte do pai.

Segundo o que foi repassado à advogada, Ana Lúcia, ontem, Isadora chegaria à Capital por volta das 23h e viria escoltada pela PRF. Depois, o horário de chegada adiantou para as 21h.

Próximo ao horário combinado, a mãe, amigos e familiares foram até o posto da PRF, em Santo Antônio de Leverger (a 33 km de Cuiabá). Os policiais que ali estavam não sabiam de qualquer operação de escolta de criança.

Em determinado momento, Marina foi até a praça de pedágio ali da região, na tentativa de avistar e garantir a chegada da filha. Foi mais de uma hora de espera, até que em torno das 22 horas, veio uma nova notícia: o avô de Isadora, Air Praeiro, foi notificado durante o trajeto e, logo após, seguiu viagem.

Onde está Isadora?

(Foto: Divulgação/ Rede social)

“Não sei nem o que dizer nessa hora”, afirmou Marina, em tom de indignação.

A defesa da enfermeira ainda tenta compreender e juntar mais informações que apontem onde aconteceu a notificação ao avô de Isadora.

Outra questão a ser esclarecida é sobre o momento em que a PRF teria deixado de acompanhar a menina e os avós paternos.

Marina ainda busca saber onde está a filha e para onde teria sido levada. “Não sabem onde está a minha filha”, disse com a voz enfraquecida.

Isadora deve ser entregue à mãe, porque agora Marina é a detentora da guarda unilateral da menina. O avô, agora após a notificação, deve devolver a menina em até 48 horas.

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