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Brasileiros estão menos preocupados com a pandemia, aponta pesquisa

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Redação

O nível de preocupação dos brasileiros com a pandemia caiu. Entre junho e julho deste ano, 35% afirmam estar muito preocupados com a doença. Em março, eram 52%. Além disso, 14% acreditam não correr risco algum de contrair a covid-19.

No entanto, 86% afirmam que conhecem alguém que morreu pela doença.

Os dados são da Pesquisa Saúde Brasil, realizada pela Universidade de Brasília em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD).

Para o coordenador do Centro de Pesquisa em Comunicação, Política e Saúde Pública da UnB, Wladimir Gramacho, a queda no nível de preocupação pode ter ocorrido pela sensação de que a pandemia está mais controlada, principalmente, dado o avanço da vacinação.

“Mas não podemos diminuir os cuidados. A variante delta está circulando e mostrando seu potencial de contaminação, o que tem feito vários países retomarem medidas de restrições”, alerta o pesquisador.

Vacinação e máscara

Os pesquisadores apresentaram frases aos entrevistados e pediram que dessem uma nota de 0 a 10. As afimações com maior pontuação foram que as reforçavam a necessidade de que todos tomem a vacina contra a covid-19 e continuem usando máscaras.

Já as afirmaçõem com as menores pontuações foram as sobre “tratamentos alternativos” contra a doença e a de que “a covid-19 não é tão grave quanto a mídia diz”.

Testes

Os pesquisadores ainda perguntaram aos entrevistados se eles já haviam contraído a covid-19 e se realizaram testes para confirmar o diagnóstico.

Entre junho e julho, 58% disseram não ter contraído a doença, mas nunca realizaram o exame. Outros, 20% disseram não ter ficado doentes, tendo feito o teste para confirmar.

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A maior dos que adoeçam, 18%, se trataram em casa. Outros 3% tiveram a doença sem sintomas e 1% precisou ser hospitalizado.

“Esses números só comprovam que o Brasil realmente testou pouco durante toda a pandemia. Isso preocupa bastante, já que a realização de exames é uma das melhores estratégias para conter a transmissão, além é claro, da vacinação em massa”, ressalta Wladimir Gramacho.

Saúde do brasileiro

A pesquisa também quis saber como anda a saúde dos brasileiros. Dos entrevistados, 41%  não utilizaram nenhum serviço de saúde nos últimos três meses.

Dos que procuraram um médico, 42% foram a um clínico geral, 29% foram ao dentista, 12% ao ginecologista e 10% ao cardiologista.

Ao avaliar a própria saúde, 62% acreditam estar ótima ou boa, 29% regular, e 9% ruim ou péssima. Além disso, 14% dos entrevistados disseram acreditar que sua saúde está melhor nos últimos três meses, 71% acharam estar igual, e 14% pior.

A Pesquisa Saúde Brasil foi realizada com 1.009 pessoas de todos os Estados brasileiros, entre os dias 30 de junho e 13 de julho, em uma amostra representativa da população. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, em um intervalo de confiança de 95%.

(Com Assessoria)

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