Asfaltamento da BR-163 deve gerar economia de R$ 780 mi nesta safra

Preço do frete caiu cerca de 26% em relação ao valor pago na safra passada

O custo do frete para o porto de Miritituba (PA) caiu cerca de 12% em relação à média registrada nos últimos cinco anos com o término do asfaltamento da BR-163, principal via de escoamento da safra mato-grossense. Em relação ao valor pago na safra passada, a queda chega a 26%.

A estimativa, segundo dados do Movimento Pró-Logística, é que o setor deixe de gastar R$ 780 milhões nesta safra com a conclusão da via.

O diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, explica que as trandings – acabam descontando do produtor tudo o que ocorre desde que a produção sai da lavoura até os portos. “Por isso, é importante que consigamos reduzir esse custo, quanto menor, melhor será o retorno para o produtor”.

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Para escoar a produção de Sinop até Miritituba, o custo da tonelada – conforme a média dos últimos cinco anos – era de R$ 185. Neste ciclo, a tonelada está sendo enviada ao valor de R$ 165, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na safra passada 2018/19, o custo do envio da tonelada em janeiro chegou a R$ 230. Atualmente, esse mesmo trecho Sinop a Miritituba, a tonelada enviada custa R$ 170.

“Você tem ai uma diferença de R$ 60. Isso significa dizer que o setor produtivo desembolsou R$ 600 milhões a mais sem necessidade na última safra, por falta de infraestrutura”, disse o diretor do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz.

Volume deve crescer

Ao todo, Mato Grosso enviou para o porto paraense dez milhões de toneladas, cerca de 30% da produção estadual. A projeção, segundo Vaz, é que neste ano sejam enviadas 13 milhões de toneladas. “Ou seja, esse ano nós vamos deixar de gastar R$ 780 milhões”, calcula.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Antônio Galvan, a conclusão é um marco para o agronegócio brasileiro e traz mais rentabilidade ao produtor rural.

“Todos acabam sendo beneficiados, é o setor com a redução do preço do frete, o caminhoneiro que não ficará parado na estrada, quem trafega pela região, e movimenta a economia em torno da via”, lembrou.

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