Mato Grosso

Advogado processa Selma Arruda por denunciação caluniosa

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Gabriela Galvão

O advogado José Antônio Rosa entrou com uma notícia crime por denunciação caluniosa contra a juíza aposentada e candidata ao Senado Selma Arruda (PLS) na Justiça Eleitoral, nesta quarta-feira (03). A representação é uma resposta à ação protocolada pela candidata, na qual ela acusa o advogado de ser o “maestro” da denúncia de suposto caixa 2 em sua campanha ao Senado.

Na ação, José Rosa diz que a juíza aposentada o colocou como “orquestrador de um plano” para atrapalhar sua candidatura, imputando a ele crime eleitoral e de violação de sigilo profissional sem nenhuma evidência.

“Entende-se que quando ela era juíza ela podia dar entrevistas imputando crimes a réus ainda que por sentença não transitada em julgado sem nenhum receio de ser responsabilizada. Porém aqui o faz sem evidências, sem processo e sem o escudo da toga. Logo, não pode furtar-se de ser responsabilizada por suas ações e suas palavras”, diz o jurista em trecho da ação.

O jurista ainda ironizou trecho da ação proposta pela candidata em que ela pede perdão a Deus, caso o descrito na denúncia seja apenas um mal-entendido. “A representada então, ao acusar erroneamente o noticiante e, ouso dizer com dolo minimamente eventual, sem sequer preocupar-se em imputar o fato nas tipificações pretendidas, mas buscando denegrir a reputação do noticiante sem haver qualquer fundamento para tal, fato esse sabido pela representada, que busca escusar-se requerendo, em juízo, o perdão divino em um Estado laico”.

Além de José Rosa, a queixa-crime por calúnia e difamação protocolada por Selma Arruda abrange o também candidato a senador Sebastião Carlos (Rede), o publicitário Junior Brasa, que cobra dela o pagamento de R$ 1,16 milhão, e o advogado Lauro José da Mata.

Entenda o caso

A candidata a senadora foi processada pelo publicitário e ex-marqueteiro de sua campanha, Luiz Gonzaga Rodrigues Junior, conhecido como Junior Brasa, que cobra o pagamento de R$ 1,1 milhão da ex-cliente, que rompeu com a agência Genius no início de setembro. O valor é referente a serviços prestados e não pagos e multas. Brasa acionou também os suplentes da chapa, Gilberto Eglair Possamai e Cléire Fabiana Mendes.

Concomitantemente, o também candidato a senador Sebastião Carlos protocolou denúncias contra Selma no Ministério Público Eleitoral (MPE) e na Polícia Federal, a acusando de abuso de poder econômico e “caixa dois”. Ele juntou cópias de cheques pessoais emitidos por ela para pagar despesas da pré-campanha, prática vedada pola Justiça Eleitoral.

Selma Arruda, que nega as acusações de caixa 2, questiona o fato de que a ação do ex-marqueteiro tenha sido assinada pelos advogados Luiz José Ferreira, do escritório de José Rosa, e Robélia da Silva Menezes, contratada por ele para o período eleitoral.

“Não resta outra conclusão, que não seja a de que tal ação é pretexto para causar um ferimento na candidatura da Noticiante, e o maestro dessa orquestra toda é o advogado José Antônio Rosa; ou seja, em relação aos advogados que assinam a ação monitória não é possível presumir dolo, possível presumir que são empregados do Dr. José Rosa e, portanto, não sabem todo o contexto, tampouco em relação ao advogado que assina AIJE, todavia, não é possível presumir boa fé e a inocência do imortal mato-grossense, o Dr. Sebastião Carlos Gomes de Carvalho”, diz trecho da queixa-crime protocolada por ela.

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