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Cidades

Maia e Guida terão companhia: santuário de elefantes espera por Ramba, que virá do Chile

Foto de Lidiane Barros
Lidiane Barros

Maia e Guida, as elefantas que em outubro completam dois anos em Chapada dos Guimarães, em área preparada para acolher exemplares da espécie, vão receber companhia. O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) espera por Ramba, que virá do Parque Safari, em Rancagua, no Chile, onde chegou depois de ser resgatada.

De acordo com a agência EFE, associada à Agência Brasil, a elefanta de 50 anos já recebeu autorização das autoridades brasileiras e deverá ser transportada de avião até Brasília e depois, por via terrestre até o SEB.

As atividades desenvolvidas no santuário têm tido tanto êxito, que outros seis animais devem ser beneficiados com autorizações prestes a saírem na Argentina. Em entrevista à EFE, Junia Machado, que presidiu a Ong encarregada do santuário até julho deste ano, ressaltou que este é o primeiro centro da América do Sul criado com objetivo de proporcionar bem-estar aos elefantes que passaram suas vidas em pequenos recintos de cativeiro ou foram vítimas de maus tratos em circos ou zoológicos.

Segundo ela, o ecossistema do Cerrado de Chapada dos Guimarães remete ao habitat dos mamíferos, as savanas africanas e asiáticas. Lá, eles os elefantes possuem “amplo espaço em ambiente natural e ainda, a companhia de outros animais e cuidados veterinários”.

“Aqui eles podem voltar a se comportar como elefantes depois de terem sido retirados da suas famílias quando eram filhotes na Ásia e na África e trazidos para o nosso continente pra viver em espaços totalmente inadequados para essas espécies”, relatou à EFE.

A região do santuário, que começou a funcionar em uma antiga fazenda de criadores de gado, tem nascentes de água, riacho, vegetação diversificada e o clima ideal com temperaturas mínimas e máximas, similares aos seus locais de origem.

Dividido em cinco setores tem seu perímetro cercado com tubos de aço sem sistema elétrico ou arame farpado que possam ferir os animais e permitem que outras espécies silvestres possam interagir no mesmo ecossistema.

Segundo Junia, a fase final de construção do SEB, que se sustenta com doações voluntárias e patrocinadores internacionais sobre a condução da Global Sanctuary for Elephants e a Elefant Voices será destinado as machos africanos, os maiores mamíferos terrestres do planeta.

“Essas organizações mundiais lutam para preservar a espécie e diminuir os riscos de extinção depois da população de elefantes africanos cair 96% e alertar sobre desequilíbrio ambiental como consequência da busca do cobiçado marfim de suas presas”, diz trecho da reportagem.

(Com Agência Brasil/EFE)

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