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Justiça

Justiça italiana nega extradição e Carla Zambelli deixa prisão em Roma

Corte italiana decidiu por negar o pedido de extradição
Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

A ex-deputada Carla Zambelli foi colocada em liberdade nesta sexta-feira (22) após a Corte de Cassação da Itália rejeitar o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro. A decisão foi tomada pela mais alta instância do Judiciário italiano.

Após deixar a prisão, Zambelli apareceu em vídeo publicado nas redes sociais ao lado do advogado Pieremilio Sammarco, responsável por sua defesa na Itália. Na gravação, ela afirmou que seguirá “uma missão” e prometeu se manifestar em breve por meio de seus canais oficiais.

Segundo os advogados da ex-parlamentar, a Corte reconheceu falhas nas decisões anteriores que autorizavam a extradição. Com isso, Zambelli poderá responder ao processo em liberdade enquanto o caso segue em tramitação.

Relembre o caso

Nas instâncias inferiores da Justiça italiana, o pedido de extradição havia sido aceito, mas a medida ainda dependia da análise de recursos. Agora, a Corte de Cassação decidiu negar definitivamente o envio da ex-deputada ao Brasil.

Zambelli foi presa em Roma em julho do ano passado após ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com cidadania italiana, ela deixou o Brasil alegando perseguição política e buscando asilo no país europeu.

A ex-deputada foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão no caso envolvendo a invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. As investigações apontaram que o ataque teria sido executado pelo hacker Walter Delgatti, que afirmou ter agido a pedido da parlamentar.

Após a ida de Zambelli para a Itália, o governo brasileiro acionou as autoridades italianas para solicitar a extradição.

Caso semelhante na Espanha

A negativa da Justiça italiana ocorre meses depois de uma decisão semelhante tomada pela Justiça da Espanha no caso do blogueiro Oswaldo Eustáquio. Na ocasião, os espanhóis recusaram o pedido de extradição apresentado pelo Brasil e citaram possível motivação política nas investigações.

Eustáquio é investigado pelo STF por suposta participação em atos antidemocráticos e deixou o Brasil durante o andamento das apurações.

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