15 de abril de 2026 09:21
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Mendes diz que escândalo dos grampos foi sua grande decepção com Taques

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Laíse Lucatelli

Ex-aliado do governador Pedro Taques (PSDB), o pré-candidato ao governo Mauro Mendes (DEM) afirmou que sua maior decepção com o tucano foi o escândalo dos grampos ilegais, que veio à tona em maio de 2017. As investigações apontaram que políticos, jornalistas, advogados e diversos cidadãos foram interceptados ilegalmente.

“A grande decepção para mim, nesse governo, foi quando eu vi o escândalo da grampolândia. Aquilo é um atentado à democracia, um desrespeito ao cidadão, às pessoas. Um sinal muito grande de arrogância, prepotência e desrespeito à lei, acima de tudo”, afirmou Mendes ao LIVRE.

Na madrugada do sábado passado (28), o cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa acusou o tucano e o ex-chefe da Casa Civil e seu primo, Paulo Zamar Taques, de serem “donos” dos grampos. O PM afirmou que Paulo pagou a ele o valor de R$ 50 mil para que a central de escutas entrasse em atividade durante as eleições de 2014, quando Pedro se elegeu governador.

“Quem afronta a lei de maneira tão fragorosa como ele fez, como foi feito nesse esquema da grampolândia… Isso nos dá certeza de que essas pessoas não têm limites. E pessoas sem limites não podem estar no convívio social, muito menos detendo um poder e uma responsabilidade tão grande, que é governar um Estado e mexer com a vida de todos nós”, disparou Mendes.

O pré-candidato afirmou que o escândalo ajudou a tirar a governabilidade do mandato de Taques. Ele citou também a crise financeira no Estado, crise institucional com o Tribunal de Justiça, obras inacabadas e escândalos de corrupção como outros fatores negativos que atrapalham o governo tucano.

“Um governo que não soube tocar obras, que ameaçou todo mundo, que teve escândalos de corrupção dentro do governo, e não foram poucos, que está envolvido num dos maiores escândalos, o da grampolêndia. Tudo isso tira as condições de governabilidade”, analisou.

Apesar de não afirmar que usará o caso dos grampos em sua campanha, Mendes observou que fatos envolvendo a vida dos candidatos sempre acabam vindo à tona no processo eleitoral. “A campanha não é para debater o passado. Mas certamente fatos relevantes da história e trajetória dos candidatos sempre vêm à baila”, disse.

Barriga de aluguel e CPI

Por meio de um esquema conhecido como “barriga de aluguel”, o grupo incluiu número de pessoas comuns em pedidos de quebra de sigilo telefônico em processos de organizações criminosas, para interceptar as ligações.

Vítima das escutas ilegais, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) aproveita o depoimento do cabo Gerson como um fato novo para, mais uma vez, tentar emplacar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

 

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