15 de abril de 2026 09:28
Cidades

Com fato novo, Janaina Riva tenta novamente emplacar a CPI dos Grampos

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) informou que tentará emplacar novamente uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso dos grampos no governo Pedro Taques (PSDB). Uma das vítimas das interceptações ilegais, a parlamentar quer aproveitar o depoimento do cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa para convencer mais colegas a assinarem o requerimento de CPI.

“Temos um fato novo, o depoimento do cabo Gerson, e acredito que não teremos dificuldade. Até porque temos a gravação do cabo dizendo que deputados foram grampeados. Então não foi só eu enquanto parlamentar, mas outros colegas também”, afirmou.

Para abrir a investigação, são necessárias assinaturas de oito dos 24 deputados. Quando propôs a CPI pela primeira vez, no ano passado, Janaina conseguiu cinco assinaturas. Além dela, apoiaram a CPI Zeca Viana (PDT), Allan Kardec (PDT), Valdir Barranco (PT) e Silvano Amaral (MDB).

Ela pretende chamar o militar para depor na eventual CPI, e também outros citados, como o ex-chefe da Casa Civil e primo do governador, Paulo Zamar Taques. “Vai ser uma forma de mostrarmos para sociedade se os deputados têm interesse ou não em esclarecer o caso dos grampos e porque ninguém fez nada quando o caso surgiu, há mais de um ano”, disse.

A deputada planeja, também, entrar com um novo pedido de impeachment contra o governador. Para isso, ela está aguardando estudos jurídicos que analisam possíveis atos de improbidade administrativa que tenham sido cometidos por Taques.

Confissão de Gerson

Em depoimento na madrugada de sábado (28), o cabo Gerson Corrêa disse que as escutas ilegais eram de interesse de Paulo e Pedro Taques, e que os dois eram “donos” dos grampos. O PM afirmou que Paulo pagou a ele o valor de R$ 50 mil para que a central de escutas entrasse em atividade durante as eleições de 2014, quando Pedro se elegeu governador.

Por meio de um esquema conhecido como “barriga de aluguel”, o grupo incluiu número de pessoas comuns em pedidos de quebra de sigilo telefônico em processos de organizações criminosas, para interceptar as ligações.

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