15 de abril de 2026 00:51
Eleições 2018Mato Grosso

Pedro Taques busca novo vice do agronegócio

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

O governador Pedro Taques (PSDB) está em busca de um novo vice do agronegócio. Nos últimos meses, o tucano já sondou pelo menos três nomes do setor para concorrer em sua provável candidatura à reeleição: o deputado federal Adilton Sachetti (PRB), o ex-ministro da Agricultura Neri Geller (PP) e o empresário Roberto Dorner (PSD).

Cuiabano que se elegeu senador em 2010, depois de uma carreira de sucesso como procurador da República, e governador em 2014, com o mote de combater a corrupção, Taques busca um vice com representatividade no interior de Mato Grosso e no setor produtivo para complementar seu perfil.

Nas eleições de 2014, Taques se elegeu tendo o ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), Carlos Fávaro (PSD), como vice na sua chapa. No fim do mandato, em abril deste ano, Fávaro renunciou ao cargo. Na sequência, assinou o manifesto dos dissidentes em que 31 ex-aliados listaram motivos para não apoiar a reeleição do tucano. Entre os motivos, “gestão ineficiente”, “escândalos” e “caos na saúde”.

Insistência no PSD

A tentativa mais recente do tucano, de inserir na chapa o empresário e produtor rural Roberto Dorner, une a necessidade de um vice do agro com o reforço que seria proporcionado pelo retorno do PSD à aliança. Com quatro deputados estaduais candidatos à reeleição e tempo de TV considerável, o governador ainda tenta manter o partido em sua base – apesar de a sigla ser presidida pelo dissidente Carlos Fávaro.

“Recebi um convite, por meio da assessoria do governador, para ser candidato a vice”, informou Dorner ao LIVRE. “Deixei para os deputados e o Fávaro tratarem desse assunto. Eu não vejo problema nessa aliança, desde que o partido concorde”, completou. Dorner, que estava se preparando para disputar uma cadeira de deputado federal – cargo que já exerceu – desistiu da candidatura.

Depois do rompimento com o governo, a direção do PSD se aproximou do pré-candidato a governador Wellington Fagundes (PR) e depois migrou para a aliança encabeçada pelo DEM de Mauro Mendes e Jayme Campos, pré-candidatos ao governo e ao Senado. Apesar disso, Taques ainda insiste no partido, e conta com a força dos deputados da sigla para recuperar o PSD.

O governador elogiou o empresário, mas evitou confirmar a sondagem para que ele fosse seu vice. “Dorner é um grande nome. Era para ser candidato a deputado federal. É um empresário de vários setores, um grande nome para contribuir com Mato Grosso”, disse Taques em entrevista nesta semana.

As tentativas anteriores, de formar chapa com Adilton Sachetti e com Neri Geller, não avançaram. Sachetti lançou pré-candidatura ao Senado e negocia participação na chapa de Mendes, enquanto o PP de Geller tem participado das reuniões da aliança de Fagundes. Ele afirma que quer ser candidato a deputado federal.

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