O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Chico 2000 (PL), disse que o inquérito da Operação Ragnatela pode não valer para investigar o vereador Paulo Henrique (MDB) na Comissão de Ética. Segundo ele, o inquérito não prova as ações do colega.
“Inquérito [policial] nunca foi base de apuração para nada, inquérito não é base de condenação em esfera administrativa, inquérito é base para indiciamento ou não. Por enquanto, estamos estudando o processo do Paulo Henrique. Toda acusação tem que ser baseada em prova”, afirmou.
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Paulo Henrique é investigado pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) por indícios de ligação com uma facção criminosa. Ele é acusado de intermediar a liberação de licenças e alvarás para o funcionamento de uma casa de shows em Cuiabá, usada pela facção para lavagem de dinheiro.
A Comissão de Ética e Decoro da Câmara abriu uma investigação a pedidos de alguns vereadores. Segundo o presidente do grupo, vereador Rodrigo Arruda e Sá, o inquérito policial é o único documento disponível para avaliar as ações suspeitas do vereador.
Paulo Henrique também ficou de fora da lista dos primeiros indiciados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE) e, posteriormente, dos primeiros réus. O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá Jean Garcia de Freitas Bezerra mandou o MP explicar o motivo, pois o vereador estaria na mesma “circunstância de fatos” que os demais réus.




