Justiça

Perito particular afirma que atropelamento que vitimou verdureiro era inevitável

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Natália Araújo

O atropelamento de Francisco Lucio Maia, em Cuiabá, pela médica Letícia Bortolini, foi inevitável, segundo o perito criminal aposentado Alberi Espindula. O especialista contratado integra a equipe de defesa da condutora do veículo e criticou o trabalho realizado pelos peritos oficiais.

O verdureiro Francisco, de 48 anos, morreu após ser atropelado na avenida Miguel Sutil, em 14 de abril de 2018. Nesta quarta-feria (23), foi realizada a audiência de instrução do caso e uma das testemunhas que depuseram foi o especialista.

Conforme a avaliação de Alberi, alguns elementos contribuíram para o atropelamento. Como por exemplo, o carrinho de feira levado pelo verdureiro era manual, de cor escura e de difícil visualização. Combinado a isso, há ainda a questão de que o choque aconteceu em uma curva, onde a sinalização era precária à época do crime.

“Foram fatores determinantes: a falta de sinalização e a entrada repentina da vítima na via. Foi um ponto fundamental, fator preponderante”, reforçou. “(Era)  inevitável o acidente, não daria tempo de reagir”, argumentou.

Nesse ponto, o perito particular criticou os colegas oficiais porque, segundo Alberi, não foi considerada a participação do veículo do verdureiro na dinâmica do choque e suas consequências.

O verdureiro, Francisco Lucio Maia, foi vítima de atropelamento na avenida Miguel Sutil, em 2018. Foto: Thiago Ferreira.

De acordo com o especialista, em um ponto do laudo oficial, a equipe oficial não afirmou a movimentação de Francisco no momento do atropelamento. Depois, pontua que a vítima estava sim em locomoção quando foi atingida.

Em seu laudo, o perito contratado pontuou uma lesão pubiana, causada pelo carrinho de Francisco, logo após a colisão. Conforme Alberi, isso também não foi avaliado pelos peritos e seria importante para compreender a dinâmica dos fatos.

Segundo a avaliação particular, o primeiro impacto foi na vítima, pelas suas costas. Francisco foi jogado contra o carrinho, que girou em seu próprio eixo e depois acertou o veículo de Letícia.

“Houve uma sucessão de equívocos, o colega não viu a movimentação do carrinho e não chegou ao resultado que chegamos”, argumentou.

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