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A menos de 24h do lockdown, prefeitura ainda não tem planejamento

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Caroline Rodrigues

A Prefeitura de Cuiabá está esperando uma nova decisão – dessa vez do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) sobre o recurso que ainda será protocolado – para anunciar quais medidas vai adotar para colocar em prática – se não conseguir reverter – o bloqueio total da cidade, já determinado pela Justiça.

O lockdown – ou “quarentena obrigatória”, como o governo do Estado tem chamado – está marcado para começar nesta quinta-feira (25).

Determinado na última segunda-feira (22) pela Vara Especializada da Saúde Pública de Mato Grosso, o bloqueio deve implicar na implantação de restrições na circulação de pedestres e veículos pelas ruas. Apenas serviços essenciais, como mercados, farmácias e hospitais, poderão continuar abertos.

A pergunta que ainda resta, contudo, é como e quem fará a fiscalização do cumprimento dessas medidas.

Perguntado sobre o planejamento dessas ações – em entrevista à rádio Nativa FM na manhã desta quarta-feira (24) -, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) disse que não teve tempo hábil para isso.

Preparado não está. São várias medidas que precisam ser tomadas. Ordem judicial, se contestada e não revertida, se cumpre. Então, vamos que ter que adotar as medidas, mas eu preciso de um tempo mínimo, porque fica tudo nas costas do município”, disse.

A falta de definição está gerando incerteza em vários setores. A assessoria de imprensa da Polícia Militar, por exemplo, informou que a corporação está mobilizada, porém só pode definir uma estratégia depois que o Município definir que ações quer que sejam adotadas.

Isso acontece porque os militares darão apoio ao trabalho que será desenvolvido pela prefeitura, como barreiras sanitárias e controle de aglomerações.

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O pedido de fechamento das duas cidades partiu do Ministério Público Estadual. A justificativa é o aumento dos casos de covid-19, bem como a sobrecarga dos sistemas de Saúde público e privados.

O prefeito Emanuel Pinheiro, contudo, já se posicionou contra a medida. Ele acredita que a economia será prejudica e, paralelamente, não haveria grandes impacto positivo para os  hospitais.

É que boa parte dos pacientes atendidos na Região Metropolitana vem de municípios do interior, que continuarão com as atividades funcionando normalmente.

A reportagem do LIVRE também entrou em contato com a Prefeitura de Várzea Grande, mas até o momento não obteve retorno. O espaço continua aberto para manifestações.

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