5 razões para assistir Parasita, vencedor do Oscar de Melhor Filme

Um filme que já se tornou um clássico instantâneo

Parasita já dominava os festivais de Cinema do mundo quando estreou em Cannes, faturando a Palma de Ouro, prêmio principal da competição. O novo filme do já prestigiado diretor Bong Joon-Ho fez uma campanha invejável ao longo das premiações quentes da temporada e tinha seu Oscar de Melhor Filme Estrangeiro dado como certo.

Entretanto, em grandes reviravoltas, o filme conquistou mais três prêmios: Melhor Roteiro Original, Diretor e Melhor Filme.

Ao ganhar nesta última categoria, aliás, se tornou o primeiro filme de língua não-inglesa vencedor em quase um século de premiações do Oscar.

Foram nove indicados na categoria principal e, com certeza, foi um prêmio merecido.

Infelizmente, no Brasil, seu lançamento foi limitado, quase não estreando em cinemas fora da região Sudeste. Mas é muito provável que o filme volte a ficar em cartaz agora.

Por isso, listamos cinco grandes motivos para você não deixar a oportunidade passar.

1. Ele entrou na História

Como dito na introdução desse texto, Parasita é um filme histórico desde já. A conquista do Oscar de Melhor Filme para uma obra não falada em inglês foi inédita em quase um século de premiações.

Outros filmes como Amor, de Michael Haneke, tiveram a oportunidade, mas não conseguiram.

Fora isso, o elemento surpresa foi bastante agradável, já que tudo apontava para uma vitória concreta de 1917, um dos filmes mais festejados da noite em categorias técnico-artísticas.

E se isso não bastasse, ele foi o primeiro filme sul-coreano a ganhar a Palma de Ouro.

2. Crítica Social

É importante frisar que Parasita traz uma narrativa com mensagens claramente ideológicas sobre a muito presente questão das classes sociais, o que já foi explorado infinitamente em outros filmes. Mas o fator que torna Parasita único é, justamente, o seu cinismo em relação, tanto aos ricos, quanto aos pobres.

Na trama, uma família abastada acaba contratando, pouco a pouco, integrantes de uma família pobre na cidade. Com os empregos conquistados e uma relação harmônica construída, as fibras que unem as duas famílias desmoronam por conta de falta de ética, educação e trapaça, levando a um final completamente traumático.

Sim, apesar de engraçado, o filme é trágico.

3. Elenco Excepcional

O trabalho de elenco de Parasita torna a estrutura repetitiva do primeiro ato da obra uma verdadeira delícia de ser assistida. O filme transita entre toques de humor com dramas reais e, para isso, o diretor Bong Joon-Ho abandona os traços de caricatura social adotadas em Okja.

Aqui, Song Kang-ho, um dos maiores atores sul-coreanos, trabalha com bastante incredulidade ao encarnar Ki-taek, pai do protagonista que possibilita a entrada de todos os membros de sua família para trabalhar para os Park, quando começa a dar aulas de inglês para a filha mais velha do casal rico.

Em 2020, o trabalho foi reconhecido com o Prêmio de Melhor Elenco do SAG, premiação voltada somente para atores do audiovisual.

4. Narrativa Intrincada

Sempre é esperado que um filme vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original traga uma ótima história consigo. No caso de Parasita, é uma grande verdade.

O filme pode nutrir uma estrutura repetitiva ao longo do primeiro ato, que praticamente dura uma hora inteira do longa, para colocar todas as peças em jogo.

Quando isso finalmente ocorre, um festival de reviravoltas imprevisíveis atingem os personagens os jogando em um jogo desesperado de sobrevivência.

5. Excelente Direção

Afinal, o que é direção de Cinema? Certamente Parasita pode te ajudar a compreender esse trabalho tão complicado e estressante.

No caso desse filme, é nítido que Bong Joon-Ho teve bastante liberdade em conquistar o visual e a encenação que queria, desde quando passou a escrever o roteiro da obra.

Entre imagens repletas de significado e outras que impressionam pela beleza estética capturada por seus enquadramentos, é fácil ficar completamente impressionado pelo trabalho do diretor em tudo o que a direção cinematográfica abrange: enquadramento, atuações, música, montagem e câmera.

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