480 toneladas de lixo são retiradas da BR-163

37% dos materiais recolhidos foram descartados pelos motoristas ao longo da via, uma atitude que é passível de multa

Cerca de 450 toneladas de lixo foram retiradas da BR 163/364 entre janeiro e novembro deste ano. A remoção faz parte de um trabalho de rotina da concessionária responsável pela via. E engana-se quem pensa que entre esses detritos estão só pneus ou restos de acidentes. 37% do total ou 168 toneladas correspondem a objetos que foram arremessados pelas janelas dos veículos ou esquecidos pelos condutores na beira da pista.

Além de falta de educação, a atitude representa uma infração de trânsito. De acordo com o artigo 172 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias é considerado infração média, com penalidade de multa no valor de R$ 130,16 e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Isso sem considerar o risco de acidentes, por conta de uma sacola plástica voadora ou qualquer outro objeto que possa obstruir a visão de outro motorista.

Materializando as quantidades

O montante coletado equivale a 32 caminhões de eixo duplo (truck) que, juntos, têm capacidade para transportar 7.456 sacas de soja. Deste montante, as borrachas de pneus danificados e os resíduos contaminados representam a maior parte do material recolhido, 249 toneladas. O número é o equivalente a 17 caminhões truks, totalmente carregados.

Gerente de Sustentabilidade da Rota do Oeste, Wilmar Manzi explica que determinar cada tipo de material para um destino que não agrida o meio ambiente é essencial.

Não existe o ‘fora’, no planeta. Jogar o resíduo fora não faz com que ele deixe de existir. Por isso é importante o descarte correto e preferencialmente que ele seja reciclado”, ele lembra.

A destinação correta destes resíduos é o coprocessamento, técnica que consiste na trituração, queima e incorporação do material.

“Enviamos para a empresa responsável e o que seria descartado no meio ambiente passa a ser utilizado na produção de combustível e/ou clínquer (principal componente do cimento)”, ressalta Manzi.

No que diz respeito as 168 toneladas de resíduos não-recicláveis – nesta categoria entram os alimentos, embalagens de comida etc. – é feito o encaminhamento para os aterros sanitários licenciados.

(Com Assessoria)

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