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Economia

350 empresas se inscreveram para testar semana de 4 dias de trabalho no Brasil

Projeto-piloto vai testar semana de 4 dias em empresas brasileiras
Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

Pelo menos 350 empresas brasileiras já estão inscritas no projeto-piloto que pretende testar a implantação da semana de trabalho de 4 dias no país.

A iniciativa é fruto da parceria entre a organização sem fins lucrativos 4 Day Week Global, especializada em pesquisas sobre a redução da carga horária, e a brasileira Reconnect – Happiness at Work, que tem seu foco na felicidade corporativa e liderança positiva.

O projeto-piloto tem previsão de iniciar em novembro e terá duração de 6 meses. A proposta é avaliar e desmistificar crenças do mundo corporativo. Dentre elas, a ideia de que o número de horas trabalhadas está diretamente relacionado à produtividade dos funcionários.

As empresas que toparam o desafio vão adotar o modelo 100-80-100 para o teste. Isso quer dizer: funcionários continuam recebendo 100% do salário, mas trabalhando 80% do tempo, mantendo a produtividade em 100%.

A Reconnect vai analisar os resultados com base em pesquisas quantitativas e qualitativas. Além de verificar o desempenho e a satisfação dos profissionais, o estudo também observará o impacto financeiro nas empresas participantes, incluindo a possibilidade de redução da rotatividade de empregados.

A semana de 4 dias funciona?

Outros países já conduziram experimentos parecidos com resultados promissores. No Reino Unido, cerca de 60 empresas participaram de um teste de 6 meses e a grande maioria delas (92%) decidiu manter o novo modelo de trabalho após a conclusão do estudo. A receita média das empresas participantes aumentou em 35% em comparação com o período anterior.

Na Islândia, onde foi realizado um dos maiores testes do mundo sobre a semana de trabalho de 4 dias, as empresas mantiveram e até aumentaram a produtividade. Depois desse período, os sindicatos passaram a negociar a adoção desse modelo em diversas profissões.

No Brasil, estudos apontam que, apesar de a carga horária de trabalho ser maior do que em outros países da região, o PIB por hora trabalhada é inferior. Segundo a Reconnect, isso acontece porque, em geral, os profissionais são produtivos apenas cerca de duas a três horas por dia, embora a jornada mais habitual seja de 8h de trabalho.

Inscrições no projeto-piloto

As inscrições das empresas interssadas seguem abertas até agosto, no site da Reconnect. Em setembro, o grupo de empresas que participará do projeto-piloto será formado. Elas receberão treinamento para implementação efetiva da semana de 4 dias em novembro.

A expectativa é que, além de possíveis benefícios financeiros, a redução da carga horária contribua para um ambiente de tralbaho mais produtivo e saudável, repercutindo positivamente na satisfação e no bem-estar dos profissionais.

Caso a experiência seja bem-sucedida, esse modelo inovador de trabalho pode se tornar uma alternativa viável para enfrentar os desafios contemporâneos no mundo corporativo brasileiro.

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