O vereador por Cuiabá Paulo Henrique (MDB) pediu licença de 31 dias do cargo para montar a sua defesa na Operação Ragnatela. Ele é investigado por suposta intermediação de negócios entre o crime organizado e casas de show na Capital.
A licença, contudo, não impede a preparação de uma comissão processante para investigá-lo politicamente por quebra de decoro. O pedido de licença e o de investigação foram lidos na sessão de ontem (11).
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) diz que alguns artistas teriam se apresentado nas casas de shows investigadas por assédio de facções criminosas. O objetivo seria lavar dinheiro de crimes. Ainda segundo a investigação, o vereador teria sido o intermediador dos negócios.
Ontem, ele disse que se limitou a encaminhar os pedidos de alvará para os órgãos responsáveis pela análise das licenças, de acordo com critérios comerciais. A inclusão de seu nome na operação o teria pegado de surpresa.
“Fui procurado por promotores de shows, pretendendo a liberação de licenças e alvarás. Sempre me limitei a encaminhar os pedidos para as pastas específicas, sem nunca ter requerido qualquer privilégio a qualquer pessoa”, afirmou o vereador.
O pedido de investigação parlamentar deve ser aberto pela Comissão de Ética da Câmara dos Vereadores. O presidente da comissão, vereador Rodrigo Arruda e Sá, disse que o afastamento de Paulo Henrique não trava o trâmite.
O pedido de investigado será analisado pela Procuradoria Legislativa da Câmara. Serão analisados os critérios de legalidade de cassação do vereador Paulo Henrique. As acusações contra ele estão em fase de apuração.




