A Operação Bilanz, realizada hoje pela Polícia Federal e em parceira com o Ministério Público Federal de Mato Grosso para investigar possíveis fraudes na Unimed Cuiabá durante a gestão 2019-2023, é resultado de uma auditoria realizada em março de 2023, logo após a troca de comando da direção da cooperativa.
Em março de 2023, o médico urologista Carlos Bouret foi eleito o novo presidente da Unimed Cuiabá, vencendo a chapa do então presidente, Rubens Carlos de Oliveira Junior, que tentava a reeleição.
Com a troca de comando, foi realizada uma auditoria independente contratada pela nova gestão para verificar os números do balanço contábil de 2022 da cooperativa, que possui mais de 1.400 cooperados e cerca de 220 mil usuários.
O resultado divulgado pela Unimed Cuiabá apontou apontou mais de R$ 400 milhões em prejuízo contábil, sendo que o divulgado pela gestão anterior era de R$ 371,8 mil positivo. Rubens de Oliveira foi considerado o principal responsável pela suposta fraude fiscal milionária.
Resposta do acusado
Rubens Carlos de Oliveira Junior negou os dados divulgados pela atual administração. Ele afirmava que houve “manobras” em contas e cálculos de 2022 para somar a quantia de R$ 400 milhões em dívida.
Em abril deste ano, o ex-presidente voltou a se defender das acusações afirmando que as contas da cooperativa passariam por perícia para comprovar que ele deixou o cargo administrativo em situação saudável financeiramente.
O ex-diretor ficou impedido de integrar cargos administrativos de franquias da Unimed no Brasil. Segundo a defesa de Rubens de Oliveira, os laboratórios do médico também foram descredenciados. A perícia também tinha a intenção de apontar a “imparcialidade” dessas decisões.




