14 de abril de 2026 18:29
Eleições 2018

Taques desiste de esperar Sachetti e lança juíza Selma ao Senado junto com Leitão

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

O PSDB de Mato Grosso deve anunciar aos partidos aliados, em reunião na noite deste domingo (22), a entrada do PSL no grupo. A chapa encabeçada pelo governador Pedro Taques (PSDB) deve ter a juíza aposentada Selma Rosane Arruda (PSL) como candidata a senadora, ao lado do deputado federal Nilson Leitão (PSDB). O candidato a vice-governador ainda está em aberto.

A decisão foi tomada diante da postura do deputado federal Adilton Sachetti (PRB). Convidado para participar da chapa majoritária dos tucanos, Sachetti preferiu insistir na tentativa de conseguir uma vaga de candidato a senador na aliança que tem Mauro Mendes (DEM) como pré-candidato ao governo.

“Como Adilton ainda está tentando buscar uma vaga na chapa do Mauro, a Selma deve ser candidata a senadora na nossa chapa. Não vamos mais esperar por ele”, informou Leitão ao LIVRE.

Na análise do tucano, a aliança contempla também a pretensão do presidente do PSL, o deputado federal Victorio Galli, de se reeleger. “É uma chapa boa para ele se candidatar a deputado federal, pois é o único que já está no mandato. Todos os outros ainda não tiveram o potencial eleitoral testado”, disse.

A reportagem confirmou, com fontes do grupo de Mendes, que Sachetti prometeu continuar na aliança, e ainda tenta viabilizar sua candidatura a senador naquela coligação. Ele havia sido preterido por Mendes, que definiu o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) como o segundo candidato a senador da chapa. A primeira vaga já estava prometida para o ex-senador Jayme Campos (DEM).

Conversas em andamento

Procurada pela reportagem, Selma disse que ainda não há definição sobre o rumo do PSL em Mato Grosso. No momento da ligação, ela estava em reunião com o senador Wellington Fagundes (PR), também pré-candidato a governador. Antes disso, a juíza almoçou com Pedro Taques.

Ela disse que aguarda o retorno do presidente Victorio Galli para avançar nas negociações. O deputado está no Rio de Janeiro (RJ), onde participou da convenção nacional da sigla, que confirmou a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro a presidente da República. “Não é uma negociação comigo, mas com o partido. A aliança que fizermos será para o PSL. Tem que caber o partido todo”, afirmou Selma ao LIVRE.

Na semana passada, o PSL no Estado sofreu um revés com a resolução que proibiu coligações com o PSDB, PT e PC do B, entre outros, mas logo se recuperou, e reverteu a decisão nacional. Com isso, o partido está livre para coligar com o candidato tucano.

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