Suspeitos de matar policial espancado são denunciados à Justiça

Dupla deve responder por homicídio praticado por meio cruel. O policial foi atingido por diversos golpes na região da cabeça, após uma discussão banal

(Foto: reprodução)

A Promotoria de Várzea Grande denunciou Wesdra Victor Galvão de Souza, conhecido como “Bocão”, de 28 anos, e Alan Patrick Schuller, de 27 anos, pela morte do policial militar Roberto Rodrigues de Souza, de 31 anos. A dupla deve responder pelo crime de homicídio praticado por meio cruel.

O homicídio aconteceu em 25 de julho, em uma distribuidora de bebidas, no bairro Guarita. Conforme a denúncia oferecida pelo promotor Mauro Benedito Pouso Curvo, a vítima voltava de um bar, acompanhada de uma jovem identificada como T.A.C. quando parou no local em que seria morta. Ali, Roberto pediu para usar o banheiro.

Alan já estava na distribuidora com uma mulher identificada como F.A.M. O suspeito saiu do banheiro masculino enquanto F. ainda estava no toalete feminino. Roberto entrou no cômodo que ficou vago, passando a utilizar o vaso de porta aberta, de frente para onde estava F. Isso causou uma pequena discussão entre Alan e Roberto.

A moça, F., retira Alan do local, levando o rapaz para onde estão os amigos dos dois, uma mulher identificada como D.S.N. e Wesdra. A vítima segue o casal e tenta se aproximar de Alan, mas é contido por F. que tenta evitar a briga corporal. Porém, quando o casal vira de costas, Roberto tenta atingir Alan com um soco no rosto. O rapaz consegue desviar do golpe e passa agredir Roberto.

Wesdra que estava voltando ao estabelecimento quando as agressões começaram, também desferiu golpes no policial militar. “Wesdra se une a Alan e passam a agredir Roberto Rodrigues com socos, pontapés e cadeirada, fugindo do local deixando-o desacordado no solo”, relata a denúncia. Roberto sofreu traumatismo cranioencefálico e não resistiu aos ferimentos.

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Toda a movimentação foi gravada por câmeras de segurança do local. Curvo, o promotor, pontua que as cenas são de brutalidade e selvageria, afinal, “mesmo após a vítima já estar completamente desfalecida, os denunciados continuaram a espancá-la, demonstrando, no mínimo, que assumiram o risco de matá-la.”

Para a Promotoria, a quantidade de golpes desferidos pelos denunciados contra Roberto revela “a exagerada crueldade empregada, que serviu para causar sofrimento desnecessário à vítima”, reforça.

A denúncia foi oferecida em 24 de agosto e foi aceita pelo juiz Murilo Moura Mesquita, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, em 25 de agosto. Porém, as fases processuais só ganharam publicidade agora.

O processo seguirá então o rito do Tribunal do Júri, seguindo para a próxima etapa, a instrução.

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