Sol, chuva, umidade do ar e ventania. Saiba como é feita a previsão do tempo

O LIVRE conversou com meteorologistas que explicaram como é feito o monitoramento do tempo

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Conferir se o dia será ensolarado ou chuvoso é um hábito de grande parte da população. Mas, afinal, como é feita essa previsão do tempo? Os meteorologistas Andrea Ramos e Waldilson Fidelis explicaram ao LIVRE como é esse processo.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) faz esse monitoramento através de 400 estações espalhadas pelo país. Os dados coletados são sobre chuvas, ventos, umidade relativa do ar, pressão, entre outros, com base em modelos meteorológicos que fazem as projeções por meio de supercomputadores. Atualmente, o modelo alemão Cosmos, que roda pela manhã e no início da tarde, é o utilizado pelo Inmet, diz Andrea.

“A previsão do tempo parte da análise feita por esses conjuntos de dados, que partem de valores iniciais e outros parâmetros, como as informações nas estações, combinadas às imagens de satélites e ao conhecimento dos meteorologistas”, explica a especialista.

Com esses dados em mãos, é feita, então, a simulação de como o tempo se comportará durante as próximas 24h até 96h a partir dali.

Meteorologistas do Inmet monitoram o tempo diariamente (Foto: Divulgação / Inmet)

Essas informações são importantes não apenas para o cidadão comum poder organizar sua rotina, mas há profissionais que dependem desses dados, como os marinheiros, pilotos de aeronaves, agricultores e pescadores.

Registro diário

Na estação meteorológica é feito o registro diário do comportamento do tempo (Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

Após a previsão, é preciso acompanhar se aquele cenário vai mesmo se concretizar ou não. Por isso, durante os 365 dias do ano, em três momentos diferentes, é feita a leitura dos equipamentos que monitoram o tempo nas estações meteorológicas convencionais, informa o chefe do Núcleo de Telecomunicações do 9º Distrito de Meteorologia, Waldilson Fidelis. Essa unidade do Disme é responsável por Mato Grosso e Rondônia.

“A conferência é feita às 8h da manhã, 14h da tarde e 20h da noite. O técnico vem e observa cada um dos elementos que compõem a estação, sendo eles o pluviômetro, pluviógrafo, heliógrafo, além dos termômetros e vaporímetro e também o anemógrafo”, diz.

O primeiro equipamento mede a quantidade de chuva registrada, já o segundo, mede o tempo em que choveu. O heliógrafo indica quantas horas a luz solar incidiu em determinada localidade. Os termômetros, então, registram efetivamente as temperaturas máxima e mínima, e também a umidade do ar. O último aparelho, o anemógrafo, indica a posição e velocidade do vento.

Waldilson frisa que no Estado existem 6 unidades convencionais, uma em Várzea Grande, no 9º Dismet, além de Diamantino, Canarana, São Vicente, Santo Antônio de Leverger e Nova Xavantina.

No Estado, existem 6 estações meteorológicas convencionais (Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

Na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), na Capital, já existe uma estação automática que disponibiliza os dados de hora em hora. Há outras 39 espalhadas pelo Estado, mas nem todas funcionam, algumas sofreram com a ação das chuvas, como a de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Estações automáticas já têm sido instaladas no Estado (Foto: Waldilson Fidelis / 9º Disme)

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