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Senador critica greve e diz que movimento é “político”

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Gabriela Galvão

Em Brasília, participando das articulações que buscam pôr fim à greve dos caminhoneiros que já dura 8 dias, o senador licenciado Cidinho Santos (PR) afirmou que as reivindicações do movimento já foram “muito bem atendidas” e que agora a manifestação se tornou exclusivamente política.

“O Governo Federal já identificou políticos infiltrados no movimento, utilizando a boa-fé dos caminhoneiros para fazer algazarra e ameaçando aqueles que querem deixar a manifestação. As reivindicações estão muito dispersas, pedem intervenção militar, soltura do ex-presidente Lula. Está na hora de partir para conscientização, o Governo fez um esforço grande para atender as reivindicações”, disparou o republicano.

Enquanto Cidinho critica o movimento, seu correligionário e colega de Parlamento Wellington Fagundes (PR), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, critica o governador Pedro Taques (PSDB), que não recebeu o movimento e disse que é o problema é do Governo Federal.

“O movimento quis dialogar com o Governo e o Governo não aceitou.  Não dá para um governador dizer que não vai receber um movimento e que isso é problema do Governo Federal. Isso é problema de todos nós. Do Executivo Federal, Estadual e do Congresso. Cada Estado tem sua condição e a população de Mato Grosso está sofrendo angustiada. Frigoríficos serão fechados, aeroporto vai ficar sem combustível, as frotas de ônibus estão sendo reduzidas”, ressaltou o senador.

A favor do movimento, o senador José Medeiros (Pode) pontuou que o que está acontecendo no país é resultado de políticas erradas. “Não interessa se é legal, se é justa ou não, a greve está aí, o povo brasileiro está apoiando ela. Os brasileiros estão à beira de um colapso, o que se tem que fazer é abrir o mercado, é liberar para comprar o combustível mais barato onde tiver. Quebra o monopólio, libera a concorrência e a gente começa a pagar preço justo”.

Nesta segunda-feira (28) os senadores votam, em regime de urgência, o Projeto de Lei Complementar 121/2017, que dispõe sobre o preço mínimo para o frete, uma das reivindicações dos caminhoneiros atendidas pelo Governo Federal no último domingo (27), por meio de Medida Provisória. Com a aprovação da proposta, por sua vez, os caminhoneiros passam a ter a garantia definitiva.

O projeto prevê a criação da Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, mediante tabela elaborada semestralmente por órgão competente, com valores por quilômetro rodado por eixo carregado e conforme a carga. Os parâmetros devem ser fixados sempre nos meses de janeiro e julho de cada ano.

A greve

No último domingo (27) o Governo Federal cedeu às reivindicações dos caminhoneiros, no entanto, o fim da greve ainda é incerto. Em virtude do desabastecimento que atingiu inúmeros municípios de Mato Grosso, foi decretado ponto facultativo na maioria dos órgãos públicos e escolas nesta segunda-feira (28). O transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande continua operando com metade da frota.

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