“Se o presidente não exonera o Mandetta e o Moro, o governo dele tinha acabado”, diz Blairo Maggi

O ex-ministro da Agricultura apoiou as demissões, mas criticou quem segue apoiando irrestritamente o Governo Bolsonaro

Antonio Cruz/Agência Brasil

O ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) apoiou a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de demitir os ministros da Justiça, Sérgio Moro, e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nas últimas semanas.

“Se o presidente não exonera o Mandetta e o Moro, o governo dele tinha acabado esta semana!”, escreveu Maggi.

A mensagem foi enviada neste domingo (26), em grupo de WhatsApp que reúne lideranças políticas e empresários de todo o país, entre eles o proprietário da Havan, Luciano Hang, que voltou a declarar apoio total ao presidente.

Também estão no grupo ministros do Governo Bolsonaro, como a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o de Infraestrutura, Tarcísio Freiras, e o de Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Nas mensagens, Maggi disse ainda que Moro teria construído sua história “sobre milhares de desempregados da Lava-Jato” e arruinado a economia.

“Tudo poderia ter sido feito diferente, coibindo os ilícitos e preservando as empresas e os empregos. [Moro] Conduziu a Lava Jato com o olho na Política! Este foi seu maior pecado. Felizmente, este tipo de atitude tem vida curta!”, escreveu.

Críticas a Bolsonaro

Apesar de concordar com a demissão dos ministros da Saúde e da Justiça, Maggi criticou quem segue apoiando de forma irrestrita todas as ações do Governo Bolsonaro.

Ele disse que votou em Bolsonaro e torce para que ele acerte o Governo, mas não pode se calar diante das “coisas erradas”.

“Ficar aplaudindo tudo quanto é m… que o Governo faz, não ajuda em nada, pelo contrário”, disse.

“Mensagens ufanistas transformam as pessoas em massa de manobra!”, completou.

Ex-melhor equipe

O ex-ministro da Agricultura chamou a atenção de quem segue comemorando e destacando que “essa é a melhor equipe de Ministros da história da República”. “Sete ou oito já foram pra casa!”, argumentou.

“A política é a arte da bagunça, se não gostar não se envolva com ela! Você já foi a uma reunião de condomínio? Veja lá se tem consenso em alguma coisa! São 10, 20, 30 pessoas que não se entendem!. Então, na política só se avança nas mínimas coisas de relativo ‘consenso’. Aí entra a figura do chefe. Força e determinação são predicados que devem estar sobre a mesa! E não titubear na hora da decisão!”, finalizou.

Recentemente Maggi também criticou as declarações feitas em relação ao povo chinês, por pessoas ligadas ao governo. Na ocasião, ele disse que é preciso respeitar os costumes do povo chinês e o relacionamento construído ao longo dos anos entre o Brasil e a China.

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