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Réus da “Grampolândia” vão ser interrogados

Foto de Victor Cabral
Victor Cabral

Os cinco policiais militares acusados de participar do esquema de interceptação telefônicas ilegais no Estado – que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira” – vão ser ouvidos em audiência na tarde desta sexta-feira (27), na 11ª Vara Criminal Especializada Justiça Militar.

Os réus são os coronéis da Polícia Militar Evandro Alexandre Ferraz Lesco, Ronelson Jorge de Barros e Zaqueu Barbosa; o tenente-coronel da PM Januário Antonio Edwiges Batista e o cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira C. Junior.

O caso dos grampos ilegais, ocorridos no governo Pedro Taques (PSDB), resultou em 13 pessoas presas, quatro secretários exonerados, nove inquéritos criminais e três crises institucionais. Dois processos sobre o caso correm de forma independente.

A Justiça Estadual julga os policiais militares, e a ação estava suspensa por decisão do desembargador Luiz Ferreira da Silva. Ele aceitou o argumento da defesa do cabo Gerson, que pediu suspeição contra dois dos quatro coronéis aposentados que formam o Conselho Especial que julga os militares.

O outro processo está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde outubro, quando o ministro Mauro Campbell Marques tirou o caso do Tribunal de Justiça (TJ), onde o desembargador Orlando Perri era relator. Ele analisa a situação de todos os civis suspeitos de envolvimento no caso, inclusive o próprio governador e o primo Paulo.

Estopim

O caso dos grampos ilegais só veio à tona com a denúncia do promotor Mauro Zaque, motivado por desentendimentos pessoais. Zaque afirmou ter recebido uma denúncia anônima e alertado o governador sobre os grampos por diversas vezes, desde outubro de 2015 – uma delas usando uma apresentação em PowerPoint, acompanhado do adjunto da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) e também promotor Fabio Galindo.

Pedro Taques admitiu que Zaque avisou sobre os grampos, mas disse que considerou as denúncias como “fofoca”. Segundo o governador, o ex-amigo se rebelou porque ele se recusou a exonerar Zaqueu Barbosa do comando-geral da PM em 2015, quando Zaque era secretário de Segurança Pública, e a nomear José Antonio Borges como procurador-geral de Justiça, em 2017, quando o promotor não fazia mais parte do secretariado.

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