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“Tive diversas conversas com o governador”, diz promotor

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Redação

Lenine Martins/Gcom

Mauro Zaque

O promotor de Justiça Mauro Zaque, enquanto secretário de Segurança Pública de MT

O promotor de Justiça Mauro Zaque reafirmou, nesta segunda-feira, 15, a denúncia segundo a qual o governador Pedro Taques sabia da existência de um grupo de policiais militares que promoviam interceptações telefônicas clandestinas como maneira de espionar opositores. Em entrevista ao jornalista Antero Paes de Barros, Zaque informou que a versão do governo de que é falso o documento que ele protocolou junto ao governo do Estado, denunciando o esquema, é uma falácia.

“Só se eu fosse louco e estivesse numa camisa de força para fraudar um documento e levar ao procurador-geral da República”, disse Zaque. “Tive diversas conversas com o governador sobre esse assunto”, continuou. “Eu e o secretário-executivo que era o Fábio Galindo”. Na noite de ontem, o promotor de Justiça divulgou uma nota minutos após a denúncia ter sido veiculada no programa Fantástico, da TV Globo. “Ao perceber que o governador Pedro Taques não iria exonerar tais pessoas, decidi então deixar o Governo e retornar ao MP”, diz trecho, em referência aos policiais que teriam efetuado grampos ilegais. “Este é um momento sombrio que manchará para sempre a história de Mato Grosso”. Confira a íntegra da nota:

Sobre os últimos acontecimentos, preciso considerar os seguintes pontos: 

1. enquanto Secretário de Segurança tomei conhecimento da possível existência de grampos clandestinos sendo operados por agentes públicos ligados ao executivo; 

2. promovi uma checagem inicial e constatei que realmente autoridades, advogados, autônomos, políticos poderiam estar sendo vítimas desse esquema criminoso; 

3. com documentação probatória, levei os fatos ao conhecimento do Governador Pedro Taques no início de outubro de 2015, ao mesmo tempo em que solicitei a exoneração imediata dos possíveis envolvidos; 

(Solicitar a exoneração daqueles possíveis envolvidos em uma situação criminosa gravíssima como essa, longe de se configurar extorsão, constitui DEVER de todo agente público.)

4. ao perceber que o Governador Pedro Taques não iria exonerar tais pessoas, decidi então deixar o Governo e retornar ao MP; 

5. cumpri com o meu dever de Secretário, de Promotor e de cidadão. Não investiguei ou sequer acusei ninguém. Submeti à apreciação de sua Excelência o Procurador-Geral da República para as providências que entender pertinentes. 

6. eu jamais me permitiria pactuar com ações tão rasteiras, covardes e, por que não dizer, criminosas (grampear advogados, políticos, etc…). 

Finalmente, tais atos constituem um atentado contra toda a sociedade, devem ser investigados em sua plenitude e responsabilizados os autores com todo rigor. 

Este é um momento sombrio que manchará para sempre a história de Mato Grosso.

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