O procurador-geral do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), José Antônio Borges, considerou que a placa de computador utilizada pelo núcleo clandestino de interceptações telefônicas que orquestrou o caso da Grampolândia Pantaneira foi furtada.
Em entrevista à imprensa nessa terça-feira (23), o chefe do MPE alegou que um servidor não tem autonomia para doar um patrimônio de uma instituição.
“Isso eu posso afirmar com certeza: a placa não está lá e houve um peculato/furto. A partir do momento que um patrimônio do Ministério Público some de suas dependências, houve um furto dessa placa”, comentou.
Antônio Borges disse ainda que não chegou a questionar sobre o caso ao procurador Paulo Prado, apontado como “doador” da placa, uma vez que determinou investigação sobre o caso. Dessa forma, o membro do MPE apenas deve falar sobre o assunto de forma oficial, durante o procedimento de apuração.
O caso
Em interrogatório da 11ª Vara Militar de Cuiabá, os militares da Grampolândia afirmaram que o equipamento eletrônico pertencia ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do MPE e que teria sido doada por Paulo Prado, então procurador-geral.
O coronel Zaqueu Barbosa chegou a comentar que a primeira informação era a de que a placa teria sido adquirida no Rio de Janeiro. No entanto, mais tarde, o cabo Gerson descobriu que tratava-se de um equipamento do MPE, que havia sido entregue por ele, pessoalmente, ao procurador. Gerson, na época, era do núcleo de inteligência do Gaeco.
Após o caso vir à tona, o procurador Paulo Prado assinou um pedido de investigação sobre as denúncias pela suposta conduta.




