A médica Natasha Slhessarenko (PSB) disse que desistiu da candidatura ao Senado por interferência do PT (Partido dos Trabalhadores). O partido teria enterrado sua candidatura após a rejeição dela ao cargo de suplente ao Senado na chapa encabeçada por Neri Geller (PP).
“Eu fico muito triste porque no próximo dia 2 não teremos uma opção nova para escolher. Vamos ter que votar em quem está aí”, disse.
A médica concedeu coletiva de imprensa nesta segunda-feira (8) para oficializar seu recuo na disputa.
Ela disse que chegou a receber uma ligação do candidato a vice-presidente, Geraldo Alckimin (PSB), na sexta-feira (5) pedindo que aceitasse a proposta de suplência. A articulação direcionaria o PSB em Mato Grosso para a aliança nacional.
“Eu conversei com ele [Geller] e perguntei por que seria sua suplente se estou na frente nas pesquisas. Ele disse que já teria acordos com prefeitos e estaria encaminhado. Eu vou entrar na política pela porta da frente”, afirmou.
Espaço vazio
PT e PSB em Mato Grosso manteram-se distantes na união que as executivas nacionais orquestraram. Tanto um quanto o outro não inciaram negociação para acompanhar a articulação.
A interação indireta ocorreu apenas na semana passada, quando a hipótese da primeira-dama Márcia Pinheiro (PV) assumir a candidatura ao governo ficou mais clara.
Natasha passou ser cogitada para a primeira suplência de Neri Geller, por causa do perfil de nome conhecido na Baixada Cuiabana.
A última tentativa aliança teria ocorrido com a ligação de Alckmin a ela, na noite de sexta-feira (5) passada.
Sem espaço
O fechamento para a possibilidade de candidatura teria sido selado de vez com a escolha do governador Mauro Mendes (União Brasil) de ficar em palanque com candidato único ao Senado, com escolha por Wellington Fagundes (PL).
Com isso, restaria à Natasha Slhessarenko espaço de 21 segundos, em rádio e TV, para trabalhar na propaganda eleitoral gratuita.
“Se repete comigo o aconteceu com minha mãe. Uma força maior interferiu e eu recuei da minha candidatura. Mas continuo na política, defendendo todas as mulheres guerreiras”, afirmou, emocionada.
O PSB deve indicar um nome para a segunda suplência do senador Wellington Fagundes. “Não vou pedir voto para ninguém [ao Senado] porque nenhum me representa”, disse Natasha.




