17 de abril de 2026 16:46
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MT registra mais de mil mortes por mês pela covid-19

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Reinaldo Fernandes

O número de mortes pela covid-19 em Mato Grosso não apresentou tendência de queda nos últimos meses. De 23 junho a 23 de agosto, foram 2.149 óbitos pela doença, conforme os boletins informativos diários da Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

O quantitativo acumulado da pandemia saltou de 423 vítimas fatais para 2.572.

Se as ocorrências forem dividas por 30 dias, o registro manteve praticamente o mesmo patamar: mil pessoas perdem a vida por mês para o novo coronavírus.

De 23 de junho a 23 de julho, a SES confirmou 1.069 óbitos. Nos 30 dias seguintes, completados neste domingo, as mortes aumentaram em 1.074 ocorrências.

E o último intervalo coincide com o primeiro mês de atendimento do Centro de Triagem  instalado na Arena Pantanal para atender pacientes no estágio inicial da doença. A expectativa era que isso reduzisse o número de casos graves.

A taxa de mortalidade, no entanto, subiu de 0,45 pessoas a cada 100 mil habitantes para 0,77. No início dos dois meses considerados no levantamento da reportagem do LIVRE, a mortalidade estava em 0,12 a cada 100 mil pessoas. 

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Barreira natural ou sanitária? 

Deputado estadual e médico sanitarista, Lúdio Cabral (PT) afirma que a desaceleração da pandemia identificada nas últimas semanas ocorre mais pela tendência natural de comportamento do vírus, que foi “controlado” mais pela barreira de imunidade comunitária do que pela intervenção externa. 

“Nós atingimos uma quantidade de infectados que formou uma barreira natural, digamos assim, de imunidade comunitária, em que o vírus passou a contagiar menos. Isso faz parte da tendência epidemiológica, não tem resultado nenhum de intervenção do Poder Público”, afirma. 

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Apesar disso, a impressão que se tem é que a situação tem melhorado, porque de junho para julho, Mato Grosso viveu os piores momentos da pandemia.

Entre 23 de junho e 23 de julho, as mortes pela covid-19 aumentaram 254%. No mês posterior – que manteve mais ou menos os mesmos números, como citado acima – esse avanço foi de 71%, uma quantidade mais de três vezes menor. 

Em nota, a SES sustenta que essa perda de velocidade está associada a “melhor tratamento na fase inflamatória da infecção”, fazendo referência à adoção do “kit covid”, que começou a ser distribuído às pessoas com sintomas suspeitos e que buscaram atendimento no Centro de Triagem. 

Esse tratamento também seria a explicação para a redução na taxa de internações em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).  

Contudo, Mato Grosso já havia entrado no platô de contágio – quando o número de novos infectados se mantém estável – na data de instalação do Centro, conforme estimativas do deputado Lúdio Cabral. 

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