15 de abril de 2026 11:58
CidadesCuiabáDestaquesLeis e JustiçaPolíticaSeleção dos Editores

MP quer sistema de alerta de risco sobre fumaça das queimadas

Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

Mato Grosso pode ganhar um programa de monitoriamento da qualidade do ar durante o período de queimadas, que está próximo. Pelo menos, foi o que o Ministério Público requereu em uma ação movida contra o governo do Estado.

A ideia é que o programa aponte o grau de perigo que a fumaça acumulada representa à população.

O pedido tem carater liminar, ou seja, pode ser deferido antes mesmo de todo o processo ser julgado. A ação do MP quer ainda que o governo seja responsabilizado pelos danos morais e sociais causados – especialmente á população da Baixada Cuiabana – pelas queimadas de 2020.

Imagem registrada pelo LIVRE em agosto de 2020 (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

De acordo com o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel, o Governo de Mato Grosso não cumpriu o que estabelece o art. 6º da Lei Estadual nº 8.830, de 21 de janeiro 2008, permitindo um abandono do Pantanal.

Essa falta de cuidado com a região é que teria resultado no aumento exponencial de biomassa, que se transformou em combustível para os incêndios registrados no segundo semestre do ano passado.

LEIA TAMBÉM

Efeito estufa

De acordo com relatório técnico do Centro de Apoio Operacional Ambiental do MP, os incêndios no Pantanal provocaram a emissão de aproximadamente 141,4 milhões de toneladas de Gases de Efeito Estufa (GEE), especialmente CO2.

Na ação, o promotor de Justiça explica que três fatores definem as condições dos incêndios: combustível vegetal, situação meteorológica e topográfica.

(Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

“Quanto aos meteorológicos e topográficos, nada há para ser feito diretamente para alterá-los, a não ser ações de precaução para mitigar danos previsíveis. Mas quanto ao combustível vegetal (biomassa), era possível, aplicando-se efetivamente a Lei do Pantanal, fazer inúmeras medidas que iam desde o controle do crescimento da biomassa até autorizar a extração das espécies invasoras”, ele sustenta.

Danos à fauna

Além dos danos provocados pela fumaça (CO2) à saúde coletiva, o MP apresenta na ação dados relativos aos danos provocados à fauna e perdas de bens imateriais.

LEIA TAMBÉM

“Deve ficar claro que a causa de pedir desta ação não é composta exclusivamente pelos fatos aqui descritos, mas por todas as suas consequências em relação ao ambiente, este num conceito amplo, com as suas implicações sociais, econômicas, individuais e coletivas, e que ainda venham a ser apuradas”, acrescentou.

O MP requer também que, ao final da ação, o Estado seja condenado ao pagamento de indenização pelos danos causados à coletividade, em valor a ser arbitrado pelo Juízo Especializado Ambiental.

(Com Assessoria)

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Crônicas Policiais

Denarc localiza ‘depósito’ de drogas em mata e prende traficante em Várzea Grande

Operação na região do Capão do Pequi apreendeu maconha, skunk e cocaína escondidos em área de mata; um suspeito foi preso e outro conseguiu fugir
Geral

Seplag abre 55 vagas em curso de atendimento ao público para servidores estaduais

Inscrições seguem até o dia 20 de abril; treinamento presencial foca em inteligência emocional, empatia e eficiência no serviço ao cidadão
Geral

SES-MT realiza webinário para integrar diagnóstico e vigilância de anomalias congênitas em Mato Grosso

Evento nesta quinta-feira (16) capacita profissionais do SUS para monitorar alterações que impactam a qualidade de vida infantil; Mato Grosso registrou mais de 430 casos em 2024
Crônicas Policiais

Operação ‘Areia Movediça’ mira fraudes em licitação de evento esportivo em Araguaiana

Polícia Civil cumpre dez mandados em três cidades; investigação aponta sobrepreço em materiais, simulação de orçamentos e irregularidades no pagamento de premiações