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Mauro Carvalho: “aumento para professores cancela a RGA de todos os servidores”

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Gabriela Galvão

O secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho assegurou que o governo de Mato Grosso, em razão da crise financeira, não tem nada a oferecer como contraproposta para os professores da rede pública estadual, que deflagraram greve nessa segunda-feira (27). Segundo ele, se o Executivo conceder o aumento pleiteado pelos servidores da Educação, terá que cancelar a Reposição Geral Anual (RGA) de todo o restante do funcionalismo público nesta gestão ou triplicar a conta de luz dos cidadãos mato-grossenses.

“O governo não tem como colocar mais R$ 200 milhões por ano nessa conta, que é o aumento de salário que eles estão solicitando, referente à “lei da dobra” [do poder de compra]. O estado pode pagar a RGA e a lei da dobra, desde que atinja os indicadores estabelecidos na LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal], que estamos trabalhando para conseguir. Se o governo desse esse aumento hoje, estaria sacrificando todas as categorias e deixando cada vez mais distante o nosso equilíbrio fiscal e financeiro”, pontuou o secretário-chefe, em visita ao LIVRE nessa terça-feira (28).

Na oportunidade, ele disse ainda que a atual gestão respeita as decisões tomadas nos governos anteriores e as conquistas do Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), mas ressaltou que 95% do orçamento da educação é destinado para folha de pagamento. Além disso, destacou que os professores de Mato Grosso têm o terceiro maior salário do país.

“Sobram apenas 6% para pagar merenda, transporte, água, luz, manutenção das escolas, papel, etc. Por isso estamos com mais de 400 escolas sucateadas, não tem recurso. O governo está procurando alternativas junto com a Assembleia Legislativa, para que a gente coloque essas escolas numa condição digna, porque há situações que são desumanas. Agora, isso leva um tempo, não se consegue resolver em cinco meses”, declarou.

De acordo com o Carvalho, nessa quarta-feira (29) o governador Mauro Mendes (DEM) irá se reunir novamente com o presidente do Sintep, na tentativa de garantir a retomada das aulas.

Quanto ao corte de ponto dos servidores grevistas desde segunda-feira, o secretário-chefe disse que não se trata de uma vontade do Executivo, mas de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “Tem algumas coisas que o governo tem que cumprir”.

Reivindicações

Dentre as reivindicações dos sindicalistas estão a recomposição salarial de 7,69%, mais a inflação de 3,43% referente a 2018, e uma nova convocação dos aprovados no último concurso público, realizado em 2017.

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