16 de abril de 2026 07:34
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Mais que trabalho: como as pessoas realmente usam a inteligência artificial?

Mão humana tocando a ponta de um dedo robótico, representando a conexão entre pessoas e inteligência artificial. A fotografia simboliza a proximidade emocional e a relação crescente entre humanos e máquinas, tema central do uso atual de IA para terapia, companheirismo e desenvolvimento pessoal
Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

Nem para estudo, nem para trabalho. O uso mais frequente de ferramentas de inteligência artificial — como chatGPT — tem sido para fins de terapia e busca de companheirismo.

Os dados são de uma pesquisa publicada na Harvard Business Review que listou os 100 principais motivos de uso de IA por pessoas “normais”. E as 3 primeiras colocações não têm nada a ver com objetivos profissionais. São elas:

  1. terapia e companheirismo
  2. organizando minha vida
  3. encontrando um propósito

A IA como confidente emocional

De acordo com a pesquisa, o primeiro item do top 3 de principais motivos de uso da inteligência artificial envolve 2 objetivos diferentes, mas que têm pontos em comum.

Enquanto o uso para fins de terapia envolve a busca por uma orientação mais estruturada para enfrentar desafios como luto ou traumas; o uso para fins de companheirismo é caracterizado por um envolvimento emocional mais profundo e contínuo, às vezes até romântico.

A preferência dessas pessoas à máquina, no lugar de humanos, é baseada em 3 principais motivos:

  • a IA está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana
  • o “tratamento” psicológico tem baixo ou nenhum custo
  • o usuário não se sente julgado por outra pessoa

Um guia para organização pessoal e busca por propósito

Os dois tipos mais frequentes de uso da IA envolvem o desejo por uma vida mais organizada e com mais intenção.

Para fins de organização pessoal, muitos usuários recorrem a inteligência artificial para gerenciar tarefas do dia a dia e otimizar o uso do tempo. A IA se transforma uma espécie de assistente pessoal, ajudando a reduzir a sobrecarga mental e a manter o foco em certas atividades.

E também há quem use essas ferramentas como uma espécie de coaching de desenvolvimento pessoal e profissional. Nesses casos, o uso envolve a discussão de valores e reflexões profundas sobre novos caminhoss profissionais ou pessoais.

Educação e aprendizado personalizado

O primeiro tipo de uso com objetivos mais “profissionais” só aparece na lista na 4º posição. Trata-se de um uso para “aprendizagem aprimorada”, como os autores da pesquisa chamaram.

Nessas situações, os usuários buscam a IA para aprender novos idiomas, entender conceitos complexos ou ter acesso a explicações detalhadas sobre algum assunto.

Você pode conferir os 100 motivos mais frequentes de uso da inteligência artificial clicando aqui (artigo em inglês).

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