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Mais de 11 milhões de pessoas fizeram sua primeira compra online em 2020

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Redação

Não há dúvidas de que 2020 foi positivo para o e-commerce. Pesquisa realizada pela EbitNielsen no quarto trimestre deste ano com consumidores que compraram online mostrou que 95% deles pretendem continuar com esse hábito em 2021.

No próximo ano, a expectativa ainda é que as vendas do e-commerce devam crescer 26%, o que levaria o setor a um faturamento de R$ 110 bilhões.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), entre abril e setembro, 11,5 milhões de pessoas fizeram sua primeira compra pela internet.

A associação registrou ainda a criação de mais de 150 mil novas lojas online no período.

Outro estudo da Neotrust Compre&Confie, em parceria com a ABComm, indicou que o número de transações no comércio eletrônico, entre janeiro e agosto de 2020, cresceu 80%. O faturamento foi ainda 75,5% maior em relação ao mesmo período de 2019.

Segundo Felipe Dellacqua, sócio da VTEX – multinacional que desenvolve plataformas de e-commerce -, além de alimentação, setores como como móveis, decoração, material de construção, itens de cama, mesa e banho e material de escritório tiveram forte crescimento neste ano de pandemia.

“Uma categoria que surpreendeu bastante foi a de cama mesa e banho, que era pouco representativa, mas cresceu muito e continua muito grande, beirando os percentuais de alimentação”, ele conta. O crescimento foi de mais de 300% em número de pedidos a partir de março – entre as empresas atendidas pela Vtex – puxado por alimentos.

Felipe também destaca a alta da demanda por eletrodomésticos. “Não sabemos se foi movimento de reforma ou construção de novas casas em locais mais afastados. Durante a Black Friday chegou a faltar estoque desses itens“.

Sobre o Natal, entre 10 e 24 de dezembro, a EbitNielsen divulgou que a expectativa é de aumento de 30% em vendas no e-commerce.

De acordo com a Compre&Confie, 62% dos entrevistados afirmaram que, neste Natal, vão manter ou aumentar os gastos com presentes para familiares imediatos.Em média, os entrevistados devem comprar 36 itens com ticket médio menor que na Black Friday.

“Esse é um Natal diferente dos outros pela variedade de opções dos lojistas que antes não faziam venda por esse canal e hoje estão conectados devido à pandemia. Um outro detalhe importante é que o modelo de compras por Whatsapp, direto da loja física ganhou uma escala grande e, hoje, faz parte do varejo físico. Então, muitas compras de Natal deverão ser feitas pelo Whatsapp com retirada na loja”, explica Felipe Dellacqua.

(Com Assessoria)

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