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Futuro do trabalho passa pela tecnologia, mas depende das pessoas, aponta COMARH 2026

Aproximadamente 800 participantes acompanharam debates sobre inteligência artificial, liderança, inovação e gestão de pessoas em evento da ABRH-MT em Cuiabá
Foto de Lucas Bellinello
Lucas Bellinello

“Somos a última geração de líderes que liderou apenas humanos.” A frase resume a reflexão sobre os impactos da inteligência artificial no mundo do trabalho, um dos principais debates do Congresso Mato-grossense de Recursos Humanos (COMARH) 2026. Em um cenário cada vez mais marcado pela tecnologia, especialistas defenderam que o futuro das organizações dependerá não apenas da capacidade de adotar novas ferramentas, mas também de fortalecer habilidades humanas como liderança, criatividade, adaptação e tomada de decisão.

Promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos de Mato Grosso (ABRH-MT) nesta sexta-feira (3), em Cuiabá, o COMARH 2026 reuniu público aproximado de 800 participantes em torno do tema “Conexões que Transformam”. Ao longo do dia, a programação passou por retenção de talentos, saúde mental, desenvolvimento humano, inovação e os novos desafios das relações de trabalho, além dos impactos da inteligência artificial na gestão de pessoas.

Um dos destaques foi a palestra de Fábio Neto, sócio da StartSe, que apresentou o conceito da “Era da Reconfiguração” e defendeu que as empresas precisarão aprender a liderar equipes formadas por pessoas e inteligência artificial. “A máquina resolverá problemas cada vez melhor. O espaço humano será o da criatividade, da inovação e da capacidade de explorar novos caminhos”, afirmou.

A discussão sobre tecnologia também apareceu no espaço dos expositores, com soluções voltadas ao recrutamento e seleção. Diretor da startup Vendoor, Lelles Freitas, um dos expositores da feira, mostrou como a inteligência artificial já está sendo utilizada para automatizar etapas operacionais dos processos seletivos, permitindo que os profissionais concentrem esforços em atividades estratégicas e de relacionamento humano.

Leyla Nascimento, presidente da ABRH Brasil, marcou presença no evento mato-grossense e ressaltou que, embora a inteligência artificial avance rapidamente, as decisões continuarão sendo essencialmente humanas. Segundo ela, o desafio das organizações será integrar tecnologia e pessoas de forma cada vez mais estratégica.

Os desafios debatidos nos painéis também apareceram nos relatos dos participantes. Pela primeira vez no COMARH, os líderes de equipe da Uniodonto, Daniela Cristina de Oliveira Magalhães e Rafael Barbosa Silva, destacaram a oportunidade de ampliar conhecimentos sobre gestão de pessoas e liderança. Já a analista administrativa de pessoal Roselane Robaldo, de Matupá, estreante no evento, relatou que a dificuldade de encontrar profissionais qualificados e reter talentos está entre os principais desafios enfrentados pelas empresas. “Às vezes levamos mais de 120 dias para preencher uma vaga. Participar de um evento como esse ajuda a enxergar novas possibilidades e identificar oportunidades de melhoria”, afirmou.

Para quem retornou ao congresso, o encontro foi uma oportunidade de atualizar conhecimentos e compartilhar experiências. A analista de RH Laudiceia Silva Costa destacou que aprendizados obtidos em edições anteriores contribuíram para preparar sua empresa para mudanças relacionadas à gestão de pessoas. “Os aprendizados sobre protagonismo, liderança e desenvolvimento humano impactaram não apenas o meu trabalho, mas também a forma como enfrento desafios e construo resultados”, afirmou a gerente de Educação e Promoção Social do Sistema OCB Mato Grosso, Tatiane Gisele Perondi.

A relevância do COMARH foi reforçada também por empresas expositoras que acompanham a trajetória do congresso. Para Juliana Lima, diretora de Marketing da Fesa Group, o evento se consolidou como um ambiente estratégico para relacionamento, atualização profissional e discussão dos principais temas que impactam a área de recursos humanos. Já Louise Campos, diretora de Operações do Grupo Vallure, destacou o congresso como um espaço de fortalecimento das conexões entre profissionais e organizações.

Para a presidente da ABRH-MT, Nádia, o congresso cumpriu seu propósito de reunir conhecimento, experiências e diferentes visões sobre as mudanças que já impactam as empresas. Ao fazer um balanço da edição, ela destacou que o evento entregou exatamente a experiência proposta pela organização.

“As palestras são sementes, mas elas só frutificam quando trabalhamos as conexões. É essa troca de experiências e aprendizados que fortalece a gestão de pessoas e gera transformação dentro das organizações”, destacou. “O COMARH proporcionou uma imersão de 12 horas em temas que estão transformando o mundo do trabalho. Mais do que discutir tendências, buscamos criar um ambiente de aprendizado, inspiração e conexões capazes de gerar impactos reais dentro das organizações”, completou.

Além de Fábio Neto, a programação contou com a participação de Ana Tomazelli, Beto Pandiani, Guilherme Velho, Ana Vidigal, Gracieli Pizzatto, Alaide Bruno, Rafael Takei, Emerson Rosa, Jorge Ruivo, Emelyn Machado, Ana Galo e Fernanda Campos.

Com Assessoria 

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