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Cidades

Maior greve da educação dos últimos anos chega ao fim após 74 dias

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Camilla Zeni

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) decidiu encerrar a greve da Educação, que já se arrastava há 74 dias. Iniciada em 27 de maio, ela já é considerada a mais longa da história de Mato Grosso.

A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (9), no acampamento montado ao lado do Tribunal Regional do Trabalho e logo após a análise da proposta apresentada pelo Governo.

As aulas serão retomadas no dia 14 de agosto. Antes, no dia 13, os servidores da educação se unem a outras categorias que saem às ruas em Greve Nacional contra a Reforma da Previdência e pela Educação. O ato será às 14h, na Praça Alencastro.

Por sua vez, a Secretaria de Estado de Educação divulgou que na próxima semana vai encaminhar às escolas um orientativo de como proceder para realizar a reposição das aulas.

Proposta

Na segunda-feira (5), o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que o Estado não consegue honrar com os 7,69% de aumento exigido pelos professores. O valor é um direito, previsto na Lei Complementar nº 510/2013. Contudo, apresentou uma proposta.

Mauro disse que, quando o Estado gastar menos que 49% de sua receita com pessoal, 75% do valor excedente será usado para pagar a Revisão Geral Anual (RGA) de todos os servidores. Outros 25% do valor seriam usados para pagar os aumentos previstos em leis de carreira, como os da educação.

Posicionamento do Sintep

Para o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, o documento apresentado pelo Governo não é uma proposta. “Mas considerando a greve de 74 dias, a categoria entendeu que é preciso retomar as atividades e se preparar para o enfrentamento futuro”, disse ele.

Dessa forma, segundo Valdeir, o fim da greve seria como “uma suspensão”. “Há uma série de pontos a serem conversados com o Governo do Estado. Mesmo porque, quanto ao ponto principal, que é a Lei 510/2013, não houve um posicionamento”, explicou.

O presidente ainda afirmou que uma nova greve para 2020 não está descartada pela categoria, caso o governo não integralize ou apresente uma proposta até a data.

Valdeir disse também que nos próximos dias o Governo precisa colocar o salário em dia.

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