A juíza da 12ª Vara Criminal Cuiabá, Anna Paula Gomes de Freitas, manteve a viúva do advogado Roberto Zampieri, Adriana Ribeiro Garcia Bernardes Zampieri, como assistente de acusação no processo sobre o homicídio do ex-marido.
O Ministério Público (MPMT) tentou excluí-la por avaliar que ela estaria tentando destruir dados que poderiam ajudar na apuração do crime. Roberto Zampieri foi morto em dezembro de 2023 com mais de 10 tiros, dentro de seu carro, na frente de seu escritório.
Conforme a versão do MP na ação judicial, Adriana Zampieri estaria tentando destruir dados por orientação de advogados. O Ministério Público diz em seu posicionamento que a viúva teria pedido a “devolução dos itens pessoais da vítima Roberto Zampieri e a destruição dos dados extraídos de seu celular” com esse objetivo.
A juíza reprovou essa versão. Segundo a magistrada, a viúva, como assistente de acusação, teria interesse não apenas na restituição patrimonial, mas também na sentença aos acusados do crime.
Disse ainda que a eventual destruição de dados prejudicaria a defesa dos acusados, que pediria constantemente para que as informações no celular e num HD sejam vistoriadas no processo.
“A assistente de acusação, a priori, somente se manifestou em sentido diverso ao pretendido pelo Ministério Público no tocante à destinação do aparelho celular do ofendido, bem como, às provas […] no que tange ao mérito da demanda [julgamento], a assistente de acusação buscou e, ainda busca, a pronúncia dos processados”, afirmou a juíza.