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Juiz diz que jovem não teve intenção de atropelar, mas prisão atende a “clamor público”

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Camilla Zeni

O juiz Wladymir Perri, da 3ª Vara Criminal de Cuiabá, ressaltou que Wesley Patrick Villas Boas de Souza, de 23 anos, não teve a intenção de causar o atropelamento que resultou na morte de duas crianças.

No entanto, a decisão pela prisão preventiva do acusado atenderia a um “clamor popular”.

A informação consta no termo da audiência de custódia, realizada na noite de ontem (1º).

O acidente ocorreu na Avenida dos Trabalhadores, em Cuiabá. O caso aconteceu na manhã do dia 31 de dezembro, quando as vítimas e a mãe, de 45 anos, atravessavam a via.

Na audiência, o juiz disse que, embora Wesley não tivesse saído de casa com a intenção de causar o acidente, o motorista deve ter cuidado e prudência no trânsito. Para o magistrado, pelas informações levantadas até o momento ficou claro que essa prudência não ocorreu.

Apesar do comentário, Wladymir Perri frisou que o dolo (isto é, a intenção de provocar o acidente) ainda não está afastado, e que o caso é investigado pela polícia.

O magistrado também citou que haveria um clamor popular para que Wesley fosse mantido preso, e que a decisão visava à própria segurança do acusado.

É que, mesmo não tendo fugido e chamado o socorro, Wesley quase foi linchado pelas testemunhas. Além disso, ele também teve o carro apedrejado. Esse fato acabou pesando para a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

Conforme o juiz, a tentativa de linchamento é uma revolta popular, considerada “prova do clamor público”.

Wladymir Perri destacou que, não fosse a Polícia Militar, Wesley teria sofrido sequelas físicas, sendo que chegou a ser agredido no rosto por uma testemunha.

“Dessa forma, se temos um clamor público e clamor social, então, evidentemente que temos um dos requisitos da conversão da prisão preventiva, qual seja, a garantia da ordem pública”, considerou o magistrado.

A advogada de Wesley, Natali Akemi Nishiyama, chegou a pedir a substituição da prisão por medidas cautelares, o que não foi aceito.

Atropelamento

O caso aconteceu na manhã do dia 31 de dezembro, quando mãe e filhos tentavam atravessar a movimentada Avenida dos Trabalhadores. Segundo as informações, eles estavam voltando de um culto da igreja e tinham acabado de descer do ônibus.

Na tarde desta quinta-feira (2), imagens do acidente foram divulgadas na imprensa. É possível notar que a rua estava movimentada e que, mesmo assim, a família tentou atravessar. No local não há faixa de pedestre.

Um menino de 10 anos morreu no local, e a irmão, de três, morreu a caminho do hospital. Já a mãe foi socorrida e segue no Pronto-Socorro Municipal.

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