Crônicas Policiais

Investigado por tentativa de feminicídio e tortura é localizado na mata

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Redação

O homem procurado pela Delegacia da Polícia Civil de Colniza por tentativa de feminicidio, tortura qualificada e cárcere privado contra sua convivente foi preso na madrugada desta quinta-feira (19), em um barraco no meio da mata, a 260 km da cidade.

Com ele, os policiais civis encontraram a bebê de nove meses que é filha dele com a vítima, além de mais duas crianças, filhos da outra companheira dele, que é irmã da vítima. Uma pessoa que dava apoio na fuga também foi presa.

A equipe da Delegacia de Colniza cumpriu o mandado de busca e apreensão da criança de nove meses, que após passar por atendimento médico será entregue à mãe.

O local onde o criminoso foi localizado era uma choupana de lona, sem qualquer estrutura, o que expôs as crianças a perigo e insalubridade.

O investigado está sendo encaminhado para a Delegacia de Colniza e posteriormente para uma unidade prisional.

O delegado Bruno França destaca o empenho da equipe nas buscas pelo autor do crime bárbaro. “Nossos policiais fizeram inúmeras diligências para localizar o foragido que cometeu esses crimes brutais contra sua companheira e conseguimos, enfim, cumprir a prisão e resgatar a criança”.

Crimes

A Delegacia de Colniza foi comunicada no último fim de semana sobre as agressões praticadas contra a mulher de 21 anos, no distrito de Taquaruçu do Norte, distante em torno de 250 quilômetros da cidade de Colniza.

A Polícia Civil solicitou apoio ao núcleo da PM na região, que seguiu até a casa da vítima e encontrou a mulher com ferimentos, hematomas e uma lesão já infeccionada na genitália.  Ela foi socorrida para Colniza, diante do quadro grave de saúde.

Em depoimento à Polícia Civil, a vítima narrou que as agressões tiveram início na sexta-feira, 13 de maio. Ela e o agressor conviviam maritalmente e ele chegou na casa agressivo, após ingerir bebida alcoólica, quando tiveram uma discussão.

Depois, o suspeito começou a sessão de socos e chutes e tentou atirar contra a vítima. Como a arma falhou, ele quebrou o cabo da espingarda na cabeça da mulher e depois a mutilou. A irmã da vítima, que também convive com o agressor, tentou ajudá-la, mas foi agredida. Ambas foram impedidas de sair da casa para buscar ajuda.

Apenas 24 horas após o início das agressões, quando vizinhos foram à residência e se depararam com a situação de violência, foi possível pedir socorro e acionar a polícia.

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(Com Assessoria)

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