As filiais da rádio Jovem Pan em Lucas do Rio Verde e Sinop tiveram os perfis na rede social Instagram suspensos. A medida foi tomada, sem nenhum aviso prévio, dizem os representantes das unidades, que tentam recorrer administrativamente.
Priscila Hauer, proprietária das unidades de Lucas do Rio Verde e Cuiabá, comenta que, na semana passada, o perfil da filial do interior já estava sofrendo uma instabilidade, com dificuldade em fazer as postagens e de localizar o perfil.
Até o momento, a unidade de Cuiabá não sofreu nenhum tipo de problema.
“Na segunda-feira (17), foi suspenso de vez. Reclamamos, mas não tivemos nenhum posicionamento até agora”, diz Hauer que considera a medida como uma censura.
A proprietária frisa que aquele meio de comunicação era utilizado para divulgação de notícias de entretenimento, locais, estaduais, e sobre o agronegócio, mas não, publicações políticas.
A empresária conta ainda que a suspensão aconteceu antes que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 17 de outubro, contra a Jovem Pan nacional viesse à tona. A Corte Eleitoral proibiu o uso de determinados termos quando os profissionais, como jornalistas e comentaristas, fossem fazer referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob pena de aplicação de multa.
Na avaliação da emissora nacional, o Tribunal fez uma censura ao trabalho desenvolvido pela equipe de comunicação.
Nota publicada

A JP nacional publicou, nessa quinta-feira (20), em seu perfil do Instagram uma nota. “Não há outra forma de encarar a questão: a Jovem Pan está, desde a segunda-feira, 17, sob censura instituída pelo Tribunal Superior Eleitoral. Não podemos, em nossa programação — no rádio, na TV e nas plataformas digitais —, falar sobre os fatos envolvendo a condenação do candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. Não importa o contexto, a determinação do Tribunal é para que esses assuntos não sejam tratados na programação jornalística da emissora. Censura”, define o texto.
O proprietário da Jovem Pan de Sinop, Niuan Ribeiro, relata que o texto foi publicado também pela filial sinopense. Essa, inclusive, foi a única postagem com teor político, diz o empresário, uma vez que o perfil também divulgava apenas informações de entretenimento.
“Isso surpreende pelo que estamos vendo acontecer com a Jovem Pan nacional. No meu ponto de vista, é uma censura. Demos a nossa resposta e estamos aguardando porque não tem nada que justificaria a suspensão”, reforçou Ribeiro.




