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Fechamento do comércio em apoio a protesto divide comerciantes e clientes em Cuiabá

Foto de Natália Araújo
Natália Araújo

A adesão ao movimento de greve geral prevista para esta segunda-feira (7), em todo o país, em apoio às manifestações contra o resultado das eleições deste ano, que deram vitória para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dividiram as opiniões de comerciantes e clientes de Cuiabá. Na avenida XV de novembro, a maioria das lojas ficaram fechadas, mas na região central da cidade, lojistas mantiveram as atividades normalmente.

O comércio da região do Porto resolveu baixar as portas após uma votação realizada pela Associação Comercial e Empresarial Centro Sul – Cuiabá (Acec CentroSul), que decidiu pelo fechamento a partir das 13h. Porém, alguns lojistas preferiram não abrir desde o período matutino e realizaram um ato com bandeiras do Brasil em frente ao 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM).

(Foto: Natália Araújo / O LIVRE)

Já no Centro da cidade a situação se inverteu. A maioria dos comerciantes preferiu abrir e apenas algumas exceções deixaram as portas fechadas. A reportagem do LIVRE tentou falar com alguns lojistas sobre a decisão pela abertura do comércio, mas em alguns estabelecimentos o responsável não estava e em outros a pessoa preferiu não falar.

Clientes divididos

(Foto: Natália Araújo / O LIVRE)

Os clientes também se dividiram quanto a avaliação sobre o apoio do comércio às manifestações que acontecem em todo o país.

Marilza dos Santos, de 58 anos, planejava ir a uma loja de objetos de corte e costura na avenida XV de novembro. Porém, ao chegar ao estabelecimento, viu a empresa fechada. “Liguei de manhã e estava aberto. Acho um absurdo, é preciso aceitar que [Jair Messias] Bolsonaro perdeu a eleição”, criticou a doméstica.

Quem também encontrou o comércio com as atividades suspensas nesta segunda-feira foi o vendedor Soares Araújo, de 46 anos, que procurava espuma para estofado. “Não sabia que estaria fechado, mas acredito que o certo seria todo mundo parar. E os lojistas têm o direito, sim, de apoiar as manifestações”, disse.

Vinda de Jangada (80 km de Cuiabá), Olga Luiza Oliveira Ponce, de 50 anos, também não teve como comprar seus acessórios de corte e costura. Ao flagrar a loja fechada, gravou um vídeo para mostrar o comércio fechado. “Vivemos uma censura hoje. O povo tem que gritar, estão certos em parar”, defendeu a professora.

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